domingo, 28 de outubro de 2007

Hairspray

Há tempos não me sentia tão empolgado ao assistir a um filme. Hoje tive a oportunidade de assistir Hairspray, uma comédia musical que se passa nos anos 60. O tema abordado gira em torno da aparência das pessoas e o que a imagem pode proporcionar se desprezarmos os nossos verdadeiros talentos.

John Travolta está muito bem caracterizado de mulher no que diz respeito a maquiagem, contudo sua atuação é tão desastrada que acaba contribuindo ainda mais com o clima cômico em que se ambienta todo o roteiro.

Michelle Pfeiffer como sempre está linda, maravilhosa e melhor ainda como vilã, suas caras e bocas maliciosas realmente são ímpares.

Queen Latiffa traz novamente sua "best female voice" para o cinema e coloca tudo que tem na sua atuação, que convenhamos como atriz não convence muito, mas é perfeitamente compensada pela sonoridade que produz quando sem empolga nas canções do filme.

Zac Effron, astro de High School Musical, encarna novamente um cantor que se apaixona pela mocinha do filme, cantando ou não ao vivo para o filme não faz a menor diferença e ele interpreta muito bem Link, aparentemente mais um badboy dos anos 60, mas que no fundo se apaixona pelo diferente.

Agora, impagávelmente bem está Nikki Blonsky, a atriz que encarna a impetuosa Tracy, linda, carismática, dá ao filme o ar de ingenuidade que ele precisa. Desafiadora, se envolve com tudo que é diferente e acaba realmente fazendo a diferença.

Fazia tempo que não me sentia tão bem quando saia do cinema, assistir a Hairspray é um filme essencialmente motivador da busca pelo que é certo e a quebra dos preconceitos, que hoje não se encontram tão evidentes. Não por uma evolução social, mas pela hipocrisia de acreditar que não há preconceito.

Tá certo, o filme é meio infatil, vai até soar como um High School dos anos 60, mas a trilha sonora é tão empolgante a o roteiro tão bem amarrado pra contar mais uma vez a história que já vimos tantas vezes no cinema: a pobre menina que queria virar estrela, que vale a pena passar as 2 horas sentado acompanhando, até porque você nem sente a hora passar.

Gostei muito ! M a r a v i l h o s o !

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Não sou um grande religioso, mas...

"O senador Ernie Chambers, do estado de Nebraska, abriu um processo contra Deus no condado de Douglas.

Conhecido por críticas aos cristãos, o democrata disse no processo, que abriu semana passada, que Deus gera medo e que é responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo.

Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”. Chambers comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores. Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes. Segundo Chambers, a iniciativa foi uma forma de protestar contra o alto número de processos que são abertos pelos americanos que ele considera ridículos." Fonte: Portal G1.

Li essa matéria no portal G1 e não resisti. Convenhamos, um senador que se presta a tomar esse tipo de atitude, no mínimo não tem nada melhor pra fazer durante as suas horas de trabalho. Através destes fatos podemos perceber que nem aqui no Brasil e nem em qualquer outro lugar do mundo, os nossos representantes políticos não atuam com seriedade sobre aquilo que deveriam .

É por isso que a corrupção não diminui, que a impunidade só aumenta, que a vida da população não consegue passar por uma mudança positiva a ponto de se criar credibilidade sobre o voto que nós mesmo inserimos nas urnas.

É incrível notar que quando alguém quer polemizar alguma coisa, basta usar referências religiosas para isso, embora essa fórmula já seja antiga. Pelo que pude perceber esse dito senador não é lá muito expressivo entre os seus, então talvez esta tenha sido a melhor forma de se expor.

Que Deus não nos escute, pois no final de tudo as pessoas acabam sempre culpando-o por atos que praticam em seu nome, mas convenhamos... É Deus quem coloca a arma na mão do homem ? Ou ainda, é Deus quem destrói a vida das famílias ? Há quem diga que este é o demônio, mas no meu ponto de vista tanto um quanto o outro nesse momento só servem para serem usados como desculpas para aquilo que as pessoas não tem coragem de assumir.

Temos que lidar com a impunidade, com a falta de caráter, com a corrupção, com latrocínios, crimes absurdamente horrendos que se apoiam em legislações falhas ou mesmo favorecedoras, para que um bossal resolva impetrar um processo contra Deus.

Fico pensando em como ele não processou a Deus como o principal réu e os outros membros da Santíssima Trindade como cumplices.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Mais de Mim

Mesmo que o dia esteja bom, as lágrimas parecem correr sobre o meu rosto. Queimam-me a face e me fazem lembrar o quanto eu posso estar sozinho numa caminhada que deveria ser feita por dois. Sinto muitas vezes o peso das cobranças que faço sobre a forma da responsabilidade que assumo ao fazê-las, mas me abandono a este sentimento que conduz a minha vida, distorce a realidade, mas me fazer sentir bem por alguns minutos.


Queria que a claridade que rodeia esse sentimento tão grande, ilumiasse os pensamentos daquele que busco como alicerce de algo que não sei se podes ser forte para suportar. Fico como se estivesse andando em círculos esperando por algo que no fundo eu sei que não vai chegar e que vai me afogar em mais lágrimas e me consumir em uma angústia suprema que não vai me levar a lugar nenhum.


Eram nos teus olhos que eu queria enxergar essa luz brilhante que deveria nos rodear. Eram nos teus olhos que eu queria ver o quanto sou importante acima de todas as coisas que o dia a dia te mostra e que a cada uma delas você insiste em priorizar, me deixando a ver navios nos momentos que mais preciso do teu colo. Eu nem sei se mereço esse colo ou se ele me merece, mas a verdade é que parece que tudo vai se desfazendo aos poucos, olhando para um lado e para o outro vejo que na melhor das hipóteses não se desfaz, mas também não se constrói.


Não é a vivência do amor eterno que me contagia desta baixa auto estima, mas sim a insegurança do contemporâneo. A nostalgia de poder ter feito melhor antes para que agora tudo não ficasse tão restrito a melancolia que pretende me dominar. Não é o fim, pois nenhum autor com a minha personalidade teria a frieza para escrevê-lo sem por o ponto final e muitas coisas, inclusive a mim mesmo. Mas já se passa do estágio inicial aonde as flores tem um aroma de jardim de primavera e não do meu próprio funeral.


Vivo cada dia intensamente, tentando não pensar de o amanhã valerá a pena nesse contexto por vezes pueril outras senil. Observo os passos tentando conter cada gota dessas lágrimas que ainda me queimam, mas que não consigo fazer com que sequem sem secar também meu coração.

sábado, 8 de setembro de 2007

Vencedor e Perdedor

Já recebi esse texto há algum tempo, mas acho que ele se encaixa em tanta coisa que vivemos hoje em dia que resolvi publicar. Seja na vida amorosa, política, familiar, sempre acabamos tendo uma visão distorcida do que realmente somos, nos achando com direito de dar lições de moral e aulas de vida para todo mundo.

1 - Quando um vencedor comete um erro, diz: " Eu errei!"

Quando um perdedor comete um erro, diz: " Não foi culpa minha."

2 - Um vencedor trabalha duro e tem mais tempo.

Um perdedor está sempre "muito ocupado" para fazer o que é necessário.

3 - Um vencedor enfrenta e supera o problema.

Um perdedor dá voltas e nunca consegue resolvê-lo.

4 - Um vencedor se compromete.

Um perdedor faz promessas, mas nunca cumpre.

5 - Um vencedor diz: "Eu sou bom, porém não tão bom como gostaria de ser".

Um perdedor diz: "Eu não sou tão ruim com tantos outros."

6 - Um vencedor escuta, compreende e responde.

Um perdedor somente espera uma oportunidade para falar.

7 - Um vencedor estende sua mão para ajudar.

Um perdedor encolhe sua mão e fecha seus olhos para seu próximo.

8 - Um vencedor respeita aqueles que são superiores a ele e trata de aprender algo com eles.

Um perdedor resiste aqueles que são superiores a ele e trata de encontrar seus defeitos.

9 - Um vencedor se sente responsável por algo mais que somente o seu trabalho.

Um perdedor não colabora e sempre diz: "Eu somente faço o meu trabalho."

10 -Um vencedor diz: "Deve haver melhor forma de faze-lo..."

Um perdedor diz: " Esta é a maneira que sempre fizemos".

11 -Um vencedor muda seu comportamento.

Um perdedor diz: Eu nasci assim, vou morrer assim, todos que me aceitem como sou.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Lula e PT: Muitos Erros Pra Contar

Quarta-feira é o dia do esclarecimento. Toda semana, no mesmo dia fico esperando começar “As Meninas do Jô”, com todo aquele papo sem “politiquês”. A situação política do país, os incidentes históricos são colocados de forma resumida, objetiva e clara. Seria mais interessante ainda colocar os políticos nessa roda e fazer com que eles respondam as perguntas dessas divas do jornalismo nacional.

Enfim parece que o Senado está se movimentando. Aprovada por 10x4 a abertura do processo que vai julgar o Renan Boiadeiro por quebra de decoro parlamentar, possibilitando a sua cassação após discursos eufóricos, tanto dos defensores do nosso pecuarista, quanto daqueles que queriam a sua cabeça na bandeja.

É claro que a opinião pública, motivada pelas matérias da Veja, do Jornal Nacional e tantos outros meios de informação, prevaleceu nesse momento. Afinal com o voto aberto qual deles seria besta de votar a favor de Renan? Estes senadores estão longe de serem santos, mas com a pressão política exercida pelas revelações realizadas em toda a imprensa, fica difícil não ter que mostrar serviço.

Pelo que entendi, segundo a explicação da minha querida e admirada Lúcia Hipólitto o Senado, também conhecido como “Casa Alta”, tem a função de validar, sejam as indicações do executivo para cargos como embaixadores, ministros, presidente do banco central, seja a realização da análise das leis elaboradas pela Câmara dos Deputados. Ocorre que nunca houve uma responsabilidade muito grande no que tange às aprovações do executivo, até porque na minha humilde opinião, eles não tem como sabatinar ninguém porque eles mesmos não tem noção da responsabilidade do cargo que ocupam.

Não posso negar que somente a aprovação desse processo já me deu certo ânimo quanto ao senso de justiça que pode ser aplicado a este infeliz. Mas o que ainda me choca é que pesam mais duas acusações confirmadas e uma terceira que apareceu e já está sendo apurada. E ele ainda quer continuar presidindo a casa legislativa que tem maior peso nas decisões do Estado ?

Caso ele seja cassado nessa primeira acusação, os outros processos serão arquivados, pois ele não poderia ser cassado duas vezes, contudo eles podem correr sob outras instâncias.

Enquanto isso, o Presidente do Brasil se dispõe a tecer comentários que banalizam a crise do seu governo na assembléia realizada pelo PT. Considerando “erros” todas as acusações de corrupção, seja ativa ou passiva realizada por membros da sua equipe de governo direta e pelos seus companheiros de partido presentes na bancada governista. Ora, erro? Quer dizer que agora roubar, corromper, distorcer a máquina pública à seu bel prazer é apenas um erro? Caixa dois não é mais crime se for praticado pelos membros do PT? São essas boçalidades que os brasileiros que ainda apóiam esse governo caótico não querem enxergar.

Em cima de toda essa crise ainda surge a expansão do programa bolsa família para os menores entre 15 e 17 anos que estejam na escola. Mais um monte de gente ganhando dinheiro sem trabalhar, vivendo à custa dos impostos que a classe média se vê extorquida. Tudo isso motivado por um discurso populista com intuito de promover as eleições do candidato do governo daqui a três anos e meio aonde essas crianças já terão passado dos 16 anos e poderão votar no continuísmo dessa corrupção toda.

Como se fosse pouco, ainda se cogita a possibilidade de montar uma assembléia constituinte estritamente para uma reforma política na constituição, que vai rever cláusulas pétrias como, por exemplo, um terceiro mandato para o presidente (ai que medo de virar uma Venezuela), o fim do Senado tornando o governo unicamaral, entre outras coisas. Enquanto na realidade o que nós precisamos de forma mais urgente é uma reforma tributária, para gerar mais empregos e melhores salários. Uma política econômica que não ficasse restrita ao controle da taxa de juros para manter a inflação baixa. Inflação esta que está baixa estatisticamente, mas que no bolso do trabalhador continuar influenciando aos valores de tudo que compõe a sua vida desde alimento até transporte.

Enquanto isso paramos de falar do caos aéreo, das condenações do STF na semana passada, do acidente de trem no Rio de Janeiro, da invasão do Morro do Macaco, na Tijuca (RJ), do homem que morreu de enfarte após ser diagnosticado com asma, da moça que morreu grávida por falta de atendimento não conseguiu ter o filho... Enfim, são tantos assuntos negativos que permeiam a história desse governo que continuar a fingir que está bem na foto, que nem mais 15 Maracanãs de vaias conscientizariam a estes imbecis que a coisa não está tão boa quanto se pensa.

Enfim, vamos ver o que Senado ainda vai aprontar.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

7 - O Musical (Excelente !!!!)


"Em um Rio de Janeiro encantado, era uma vez sete mulheres. Uma delas, Amélia, se vê trocada por uma moça mais nova e mais bela. Aconselhada por sua madrinha, ela recorre a uma cartomante, que promete trazer de volta a pessoa amada em sete dias. Para tanto, seria preciso cumprir sete tarefas. A última: arrancar o coração do peito de um jovem virgem." (Debora Ghivelder, 29/08/2007 - Veja Rio)

Esse é o enredo do musical que pude assistir no último domingo,no Teatro João Caetano, aqui no Rio de Janeiro. A produção é de Charles Möeler e Cláudio Botelho, com música de Ed Motta. No elenco estão Rogéria, Zezé Motta, Ida Gomes, Alessandra Verney, Gotsha, Eliana Pittman, Alessandra Maestrini entre outros. É um musical com elenco essencialmente feminino, os homens apenas atuam como coadjuvantes sem perder a sua importância.

A protagonista da peça fica por conta do excelente trabalho de Alessandra Maestrini. Ela vive Amélia, a mulher abandonada. O elenco é perfeitamente afinado,o que é melhor é que não é a primeira vez que Zezé Motta, Rogéria e Gotsha cantam nos palcos, isso facilita muito as coisas. Na realidade a peça não conta com mocinhos e nem bandidos, as partes se misturam de uma forma que somente alinham ainda mais a divisão tênue entre o amor e ódio.

O roteiro cria um parelelismo entre a história de Amélia e da Branca de neve. Aonde a Amélia passa por quase todas as personalidades dos personagens da história. Mas quem pensa que está indo assistir uma versão adulta do conto infantil, está absurdamente enganado.

O texto é muito bem elaborado e o roteiro possui o continuísmo perfeito, mesmo quando vai ao passado e retorna ao contemporâneo, contudo a música entedia. Eu sou fã do estilo: musical, seja no teatro, seja no cinema, mas nesse espetáculo parece que a música não contribui muito para contar a história, chega a ser meio que um fundo musical, como o de uma novela (aonde se você trocar uma música romântica, por outra romântica numa cena de amor, não vai haver grande diferença). Torno a dizer, as atrizes estão perfeitas nas suas interpretações e as cantam as suas canções afinadamente, contudo o problema parece estar nas letras."

O figurino está perfeito e a cenografia no estilo gótico/dark estão excelentes. As atuações impecáveis e a história ainda tem um desfecho surpreendente (entregue nas mãos da veterana Ida Gomes que fez muito bonito durante os dois atos do musical). Fiquei muito satisfeito com o resultado ainda mais para uma produção brasileira aonde o estilo não é muito valorizado. Mas no caso de "7 - O Musical" funcionaria melhor ainda se não fosse um musical. Talvez a dupla Cláudio Botelho (letras) e Ed Motta (música) não tenha alcançado a química perfeita para o espetáculo.

Altamente recomendado para os amigos de plantão

Vou encerrar com a frase de Möeller sobre a visão dele da peça que eu achei que cabe realmente com a perspectiva do espetáculo:" O que levou a rainha má ao extremo de pedir o coração da Branca de Neve?", acrescento ainda: Inveja? Loucura? Insegurança?

Assista ao musical e tire suas próprias conclusões.

sábado, 1 de setembro de 2007

Minha Nostalgia com a Nega.

Que já teve a oportunidade de ouvir o novo CD da Luciana Mello, com certeza vai entender bem o que eu quero dizer nesse post. Há tempos curto esta cantora, mas com certeza "Nega", seu último lançamento é o manjar da música atual.

É possível encontrar o talento dela em todas as faixas e até mesmo a regravação de "Only You" ganhou um novo sentido na voz melodiosa e aveludada dessa intérprete.

Sempre admirei os artistas pela sua versatilidade e capacidade de inovar e isso é encontrado facilmente no trabalho de Luciana. Não se pode dizer que ela evoluiu, mas sim que "versatilizou", pois acredito que não há o que evoluir numa voz tão gostosa e simples. É algo que se pode ouvir repetidamente, desde a época de "Assim Que Se Faz" que teve até mesmo versões remix tocando na balada carioca.

Nesse álbum novo ela mostra as suas qualidades quando vai do Jazz ao samba com um timbre naturalmente suave, sem perder o balanço que estes estilos merecem. As músicas transmitem uma elegância sutil, pronto pra escutar num jantar com amigos ou numa festa zueira.

Realmente não dá pra perder: "Na veia da nega corre o sangue bom do bem..." e em todas as faixas que compõe esse álbum, mas pra mim "Rosas e Mel" transmite uma paz muito grande falando de amor e do que podemos fazer pelas pessoas, sem a necessidade esperar algo em troca. Diferente do que vivemos hoje em dia, aonde as pessoas sempre esperam que algo em troca por um simples toque carinhoso ou uma palavra mais doce.

Ouvindo o CD, senti um clima meio nostálgico, aquela lembrança de quando se amava tão espontaneamente sem precisar esperar nada. Era uma época aonde éramos surpreendidos com declarações de amor, com sentimentos tão visíveis que a segurança de um grande amor parecia inabalável. Hoje quando olhamos a nossa volta, na grande maioria, temos o ressecamento desses momentos, aonde as pessoas não se sentem a vontade de declarar o seu próprio amor e pior, ainda não sabem como receber palavras de carinho a seu próprio respeito.

Talvez o mundo não seja realmente mais dos românticos, ou dos amigos verdadeiros, ou dos sentimentos explícitos. Seja uma fase de egoísmo, egocentrismos e todos os "egos" e seus sufixos. As lágrimas que muitas vezes demonstravam a verdade nos olhos, hoje só servem para comover e demover idéias com as quais não se concorde. É muito difícil sentir o complemento porque as pessoas não estão tão dispostas a completar as outras como gostariam de ser completadas.

As coisas mudam, mas uma única coisa continua no seu mesmo lugar: a solidão. Esta é fixa, querendo ou não vamos passar por momentos que sugiram pequenas sensações desse dado etéreo, em outros momentos vamos sentí-la propriamente dita. Mas o pior é que o aprendizado não surge mesmo diante do que vivemos, do que precisamos.

Particularmente, apesar dessa mencionada nostalgia e de uma certa "deprê", acho que ouvir essas músicas me fazem valorizar o que já tive de melhor, o que pude, posso, e vou oferecer a quem quiser me receber como tal parceiro de caminhos concretos para a felicidade. Sem parece com a estrada dos tijolos amarelos da Doroty (rs).

Encerrando ouvindo: "Igual Ao Teu Beijo”

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Quem Matou a Taís?

Mais um daqueles finais de novela repetitivos. Quem não se lembra da pergunta que o país tentava responder? "Quem matou Odete Roitman?" da Rainha da Sucata. Esses finais parecem se repetir, mas sempre ativa a curiosidade do povo para uma questão nada mais que fútil, mas que está presa à magia da televisão e o quanto ela nos cativa. Parece que é a fórmula de sucesso de quase todas as novelas de quase todas as emissoras, mata-se um personagem principal para aumenta o ibope com a curiosidade do povo. Eram os dois assuntos da sala de aula hoje na faculdade, quem iria matar a Taís e o jogo do flamengo de ontem.

Enquanto eu divagava com o professor que defendia as taxas de juros altas para manutenção de uma inflação baixa, se esquecendo apenas que o desemprego também está em alta, paralelo ao juros. O melhor de tudo foi ouvir que se toda a classe C conseguir comprar carro, vamos congestionar a indústria de automóveis, é esse tipo de pensamento elitista que faz com que as pessoas acreditem que não são nada para a sociedade atual. É claro que um pai de família precisa fazer escolhas, mas convenhamos sempre damos uma apertada no orçamento quando o assunto é conforto e entretenimento.

Vejo o governo levantar a bola de que criou não sei quantos mil empregos, contudo o que foi criado foram empregos de baixa renda. Na realidade algumas pessoas estão formalizando a economia informal, mas não está se criando empregos de nivel intermediário ou administrativo. É um governo hipócrita, aonde o Ministro da Previdência diz numa entrevista na TV JB que os prazos de agendamento dos postos do INSS cairão para 45 dias, como se isso fosse um prazo viável, como se a base de funcionários do INSS fosse sub-dimensionada, mas na realidade o que vemos é a inércia da máquina pública aliada a uma má gestão que não está preocupada com resultados e nem satisfação do pagador de impostos.

Continuamos presos a essa ineficiência dos braços das autarquias que não cumprem com as suas responsabilidade. Atualmente ninguém cobra inovação dessas, mas espera que pelo menos façam aquilo para o que foram criadas.

Para cobrir os débitos da previdência o Presidente Luis Inácio Bossal da Silva tenta bolar leis para reduzir os pagamentos daqueles que contribuíram integralmente. Seja a mulher solteira e sem filhos que teria a sua pensão cortada em 50%, seja a infeliz que ficou viúva e não vai ter mais direito a pensão do marido (pergunta-se: quem vai ficar com o dinheiro que o marido contribuiu durante anos, tirando da família para alimentar o INSS?) Chega a ser ridículo pensar que vamos tirar de quem pagou anos para alimentar o rombo criado pela falta de auditoria de um órgão que lida com o dinheiro do trabalhador há anos.

Enquanto isso, na sala de justiça, tem um monte de gente recebendo todos esses bonus: Cheque cidadão, bolsa família, bolsa escola, para ficar em casa coçando. Noutro dia cheguei a ver um cidadão que tinha acabado de sacar seu bolsa família numa casa lotérica se dirigindo ao Maracanã para comprar entrada de jogos. Porque não fazer isso com o seguro desemprego também ? Se o governo está criando tantos empregos quanto diz que está, pra que tantos benefícios ? Esses benefícios não são auditados ? Esses infelizes vão receber esse benefício vitaliciamente ? Eu estou pagando CPMF para que essas pessoas sejam sustentadas ?

Concordo que a renda da população está mal distribuída e com todo aquele discurso que um dia o PT, com o Lula a sua frente fez e que mesmo no poder não resolveu nada, mas convenhamos são tantos projetos pra ajudar aos menos favorecidos que atualmente tá sendo mais vantajoso ficar nessa linha da pobreza que todo mundo tanto enuncia. Não faço nada e ainda cobro taxa por quantidade de filhos gerados.

É sabido que os ricos ficaram mais ricos, a classe A que concentra os grandes investidores lucram com os juros altos imputados pelo governo, a Classe B com a queda do Dolar tá se achando classe A-, a classe C perdeu o pouco que tinha com o achatamento do mercado e com a quantidade de impostos pagos sem ganhar o que a classe A e B ganham e as classes D e E receberam mais meio quilo de carne de segunda, um mais um pãozinho francês dormido e está se sentindo privilegiada e assim vamos... ainda mais porque daqui a pouco o caju entra na cesta básica.

O povo aceita ser enganado por meio quilo de acém, só pra comer pensando que é picanha, mas não para pra pensar que as coisas não mudaram nada. O litro de leite que há um ano custava em torno de R$ 1,50, hoje está custando algo na casa dos R$ 2,20, ou seja, algo em torno de 46% de aumento. Será que ninguém enxerga isso ? Será que somente poucos conseguem fazer contas? Ou o leite ficou tão caro que as pessoas pararam de olhar pra ele ?

Eu concordo que política e economia não são assuntos fáceis de serem compreendidos, mas a percepção de quando estamos sendo roubados é nítida, objetiva, rápida e dolorosa. Podemos perceber nos supermercados os preços estão sempre instáveis, dificilmente algum ítem de uso contínuo está o mesmo preço diariamente.

Mas a pergunta que não quer calar é: "Quem matou a Taís Grimaldi?"

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Caju do Lula

É incrível ainda que com tudo que acontece a nossa volta nesse país, o governo Lula ainda tenha 61% de aceitação do povo. Temos observados os absurdos dos mensalões, o caso Renan, sem contar as tantas outras tramóias que esse governo se envolveu. É o cúmulo que o povo ainda acredite que ele, o Lula, não tenha culpa de nada.

"Vivemos um momento aonde até a mentira já não é mais respeitada, pois a verdade já não é há muito tempo.", esta frase mencionada sabiamente pela Lucia Híppólito reflete muito das crenças que os nosso políticos tem na suas miraculosas estórias que sinceramente nem mesmo a carochinha daria conta de tanta criatividade.

Enquanto os 40 bandidos julgados pelo mensalão estavam passando por um processo público e o Presidente do Senada manipula a máquina administrativa para lhe favorecer com a decisão de que a votação na câmara sobre o seu caso, já apelidado de Renangate, seja secreta, o nosso presidente pensa no caju. Sim o caju do Nordeste. E em mais um dos seus sábios discursos, comenta que conhecendo o valor nutritivo desta fruta não entende porque ela ainda não virou alimento. Como assim ? Caju é fruta, pelo que me consta. Se fruta não é alimento, é o que ? Um bibelot ?

São tantos absurdos que fica difícil comentar em um post só, mas ainda querer aceitar Duda Mendonça sendo convidado a dar uma palestra em uma universidade particular de São Paulo, é um absurdo para a faculdade que se prestou a esse papel, para ele que como marketeiro deveria saber que este é um momento de retirada estratégica, para o país por esse infeliz ainda não estar preso. E ainda por cima chamar de mal educados aos estudantes que se levantaram e vaiaram a sua presença ditando palavras de revolta chamando-o de mensaleiro, de petista corrupto. A única coisa que ainda me deixou indignado foi que essa reação foi só de uma parte dos estudantes, ainda houveram um bando de alienados sentados assistindo ao que esse infeliz tinha a dizer.

Ainda como incremento das tiradas do nosso presidente cachaceiro surge uma piada que veio através da entrevista concedida ao Estadão, se não me engano, aonde ele diz que quando terminar o mandato não vai pra França estudar, prefere assar coelhos, numa indireta ao professor FHC que já ocupou a mesma cadeira de forma mais polida. Convenhamos, esse discurso de que cheguei aonde cheguei mesmo sendo ignorante deveria ser motivo para impeachment. O que ele quer fazer na França se mal conseguiu fazer o ginásio ?

Tudo vai de mal a pior e o povo ainda acha que isso está bom.

Pra onde vamos eu não sei, mas sei pra onde ele vai... Sentar no colo do Fidel e ficar fazendo trancinhas na barba daquele ditador desgraçado.

Não percam a oportunidade de visitar o blog da Lucia Hippólito, o link está ao lado.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ela é a poderosa


Uma patricinha rebelde da cidade grande é levada para o interior para se submeter as regras de uma avó dominadora que já havia afastado a própria filha por causa das suas regras de conviência. Neste ínterim as relações são desvendadas e situações descobertas na tentativa de dar um gás ao roteiro, porém a disposição dos fatos não empolga. Os valores morais, como sexo antes do casamento, pedofilia, são altamente questionados no filme com o intuito de direcionar o espectador a ficar completamente perdido entre o que é verdade e mentira da história toda. A mãe da jovem conta com casamento aparentemente feliz, mas que vai acabar se tornando o pivô de todos questionamentos das relações entre as mães e as filhas.

O filme é bastante cansativo, pouco se identifica do que os traillers e o próprio cartaz se propõem. Todos os traillers do cinema sobre esse filme, remetem a uma comédia cujo nome original é “Geórgia Rulles”, tentam até mesmo criar uma relação com “A Sogra”, tendo em vista que os dois tem a mesma protagonista: Jane Fonda, apesar de nesse filme ela ficar um pouco de lado. Contudo, “Ela é a Poderosa” é um drama suave, com alguma dose bom humor.

O elenco conta ainda com Felicity Huffman (Desperate Housewives) e Lindsay Lohan (a nova drogadinha da américa). A história é mau aproveitada, conta com várias cenas quase paradas e proporciona um certo sono, principalmente se você espera grandes atuações.

Não há muito o que comentar sobre ele, somente que é uma decepção atrás da outra, depois das grandes atuações tanto de Jane Fonda em “A Sogra”, quanto de Felicity Huffman em “Transamérica”. Poderia ser melhor se não fosse Lindsay interpretando ela mesma na tela do cinema no que diz respeito ao comportamento.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Aos 13...


Seria bom se o final não fosse tão fraco.
É mais um daqueles filmes que tratam da temática adolescente em relação às companias e seus ídolos. Tracy é uma menina tranqüila, ainda com um pouco infantil, justo da sua pré-adolescência, mas identifica em Eve, a menina mais desajustada e popular da escola como uma referência visual que posteriormente vai influenciar até mesmo o seu próprio caráter. Em contra-partida Mel (Holly Hunter), apesar de um passado com envolvimento com drogas é uma mãe consciente que corre atrás dia a dia para sustentar os dois filhos criando-os num ambiente amigável e tranqüilo. Apesar de não serem ricos a imagem é da família que vive o sonho americano.
Aparentemente Mel, apesar de não ser o papel principal do filme parece ser o personagem mais bem elaborado do filme, pois apesar de tudo que acontece no decorrer da história, ela não demonstra arrependimento de ter criado os filhos sem repressões. Contudo Evan Rachel Wood, como Tracy, parece estar vivendo realmente a vida do personagem, suas atitudes remetem realmente a uma pré-adolescente se envolvendo com tantas coisas que lhes fazem amadurecer mais rápido. Há várias conotações no filme que devem ser observadas, mas o roteiro denso demais precisa de maior atenção e pode até emocionar principalmente nos embates entre mãe e filha.

A história é bem dramática e o roteiro bem amarrado, contudo a parte técnica das filmagens com câmeras desfocadas (talvez intencionalmente) e flashes confusos deixam a desejar na produção como um todo.

O que alimenta amizade entre Eve e Tracy é a cumplicidade que ela deixou de ter com a mãe quando se identificou com alguém que ela idealizou com a garota perfeita. Em alguns momentos da trama, tenta-se atribuir a revolta de Tracy com o abandono do pai, mas é tão sutil que chega a ser sem importância para a grandeza do filme.
Merecia um final mais grandioso, algo que não tentasse remeter a realidade, pois as situações são altamente particulares e precisariam de um tratamento adequado dos diálogos para que a última cena não parecesse tão dispensável.

Bem, mas acima de tudo é um filme para os pais assistirem com os filhos ou os filhos assistirem com os pais...
7 seria uma boa nota !

terça-feira, 10 de julho de 2007

Pan do Brasil ???


É engraçado como toda essa propaganda dos Jogos Pan-americanos me deixa irritado. Que história é essa de PAN do Brasil? O PAN é do Rio de Janeiro, não tem porque querer se atribuir todo o trabalho para esse evento a outras cidades que sequer vão passar pelo que os cariocas vão passar, no máximo tiveram aquela tocha passando pela cidade, nada mais.

Ficam as questões: Qual é a cidade que vai ter o seu trânsito transformado num caos por causa das faixas seletivas para a circulação das comitivas? Qual a cidade que vai ficar lotada de turistas fora de época querendo assistir a estes eventos? Qual a cidade cujos moradores vão ter problemas para chegar às suas próprias casas, principalmente se estas forem próximas a algum desses estádios recém criados? Qual a cidade cujos moradores tiveram até mesmo que oferecer moradia para turistas e atletas, pois não há acomodações suficientes nos hotéis?

Chega a ser engraçado ter que ler que o PAN é do Brasil, quando a única cidade sacrificada será o Rio de Janeiro, pois os lucros do comércio e do turismo, como sempre não serão revertidos em benefício dos seus habitantes. Sinceramente não admito essa demagogia toda, se o evento vai ter que existir então é o evento da cidade do Rio de Janeiro e não do Brasil inteiro. Quem não nasceu carioca, lamente e aproveitem a estadia para curtir o circo que foi criado para receber as comissões esportivas e toda a parafernalha construída para isso.

Por que construir um novo estádio, moderníssimo no subúrbio e não casas populares com o mesmo dinheiro e espaço. O esporte tem lá a sua importância para a cultura, mas com certeza o Rio de Janeiro tem outras prioridades às quais os governantes parecem não reconhecer. O Rio que é a capital da beleza está na Zona Sul e Barra da Tijuca (em alguns pontos), o subúrbio continua abandonado há tempos e assim vai continuar sendo pelo jeito. Enquanto se promovem mega-eventos esportivos, a população continua baixando a cabeça para um governo que tem a política do “pão e circo”.

Sinceramente é absurdo perder a prioridade para receber um bando de atletas que vão comer e beber de graça à custa de patrocínios e apoios que deveriam ser revertidos em prol de quem realmente deveria ser mais importante: o povo do Rio de Janeiro. O que é mais incrível é que mesmo que não ganhe medalhas, ou alcancem seus objetivos nada muda vão continuar comendo de graça, passeando como se não estivessem a trabalho.

A população que aceita essa política do “pão e circo”, ainda gasta seu suado (ou não) dinheiro na compra desses ingressos para prestigiar esse mega-espetáculo, cuja renda vai ser revertida para os bolsos de mais uma dúzia de Renan Calheiros da vida. Sinceramente, o PAN é um sinônimo da hipocrisia, demagogia, que vai desviar a nossa atenção (como sempre) dos principais problemas da cidade reforçando o slogan de cidade maravilhosa, mesmo com o Complexo do Alemão em meio a uma operação estratégica das forças policiais e queimando o pavio de uma bomba pronta a explodir a qualquer momento. Mas os estilhaços não vão chegar a VILA do Pan.

O PAN é do Rio sim, quisera não ser, mas é. E ainda temos que piorar a qualidade de vida da hora do rush cedendo uma faixa das principais vias de circulação da cidade para a família do PAN, que eu não faço a menor questão de pertencer às custas de um sacrifício tão grande.

domingo, 8 de julho de 2007

Ventos e Tempestades


Vamos celebrar a vida. Vamos comemorar a nossa existência. Tudo o que pensamos, sentimos, desejamos se reflete no que o destino realiza para a nossa existência. Quase sempre esbarramos em percalços que nos conduzem a descrença, a certo nível de depressão que faz com que comecemos a sentir pena de nós mesmo e nada é mais abominável que isso.

É claro que não estou pregando aquele otimismo idiota e nem o conformismo, mas na transformação das coisas. A partir do momento que conseguimos pensar com mais clareza e sem rancor, conseguimos enxergar os desafios do futuro e nos prepararmos para eles. Lembranças sempre existirão, mas ao invés de servirem como fonte de lamentações que sejam na realidade a experiência viva para que não passemos por tudo novamente.

Precisamos desabafar com freqüência para não explodirmos com tantas coisas que rondam a nossa cabeça, mas temos que ter a sorte de fazer isso com a pessoa certa, para que possamos receber as palavras certas e ao invés de nos sentirmos mal com tudo, consigamos traçar uma direção para se erguer novamente. Poucas atitudes simbolizam o que nós queremos realmente. Valorizar a opinião do próximo. Debater um tema sem que isso gere um desentendimento. Questionar valores sem menosprezá-los. Alimentar esperanças, mas não iludir os esperançosos. Criar sempre formas de crescer física, emocional e mentalmente. Para isso recebemos o dom do raciocínio.

Não adianta pensar que amanhã você pode fazer alguma coisa. Precisamos pensar no porque não podemos fazer agora. Nada de adiar. Nada de apressar. Respeitando o tempo sem “empurrar com a barriga”. Ou seja, cada momento precisa ser vivido como se fosse o último sim, mas sem perder o senso de responsabilidade, sem perder o senso de humanidade e sem perder o senso de respeitabilidade que nos leva a condição de seres humanos. Somos cheios de tantos valores que às vezes esquecemos do quanto somos importantes. Cada um de nós, naquilo que fazemos. Somos peças de um quebra cabeças que precisam sempre se encaixar, mas que nunca completam o brinquedo.

Enfim o momento é de pensarmos no amanha, vivendo o presente usando a experiência do passado. Não somos únicos, mas somos exclusivos naquilo que fazemos, mas é importante saber que ao perceber os valores eles não nos subam à cabeça. Foi importante pra eu acordar e ver que todas essas coisas estavam lá e por sempre me preocupar primeiro com os outros e depois comigo nunca consegui as ver claramente.

É preciso estabelecer um senso de prioridade para tudo que vivemos na vida. O amor deve estar sempre em primeiro lugar, mas nunca pode suplantar o desejo de viver, de crescer, de caminhar sozinho. Não há egoísmo nisso. Há sim, uma perspectiva de vitória, de sabedoria na hora das decisões, de liberdade na hora de sentir e se não houver amor naquele finito momento, uma hora ele surgirá garboso, grandioso, quiçá eterno.

E é por isso que eu peço todas as noites: Que os pensamentos negativos que rondam o meu ser sejam banidos pelos ventos da vitória e que meu coração seja sempre lavado em uma água de uma tempestade de sentimentos para sempre sobreviver a todas as intempéries dos raios e trovões nela contidos.

Somos assim, por vezes incompreensíveis, por vezes crédulos, por vezes tristes, mas só podemos esperar dos outros aquilo que nos podem oferecer, mas esperar da vida que ela complete-nos a todo amanhecer.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Dedicando-se



Cuidar de alguém vai além de se dedicar. Tem que ser um estado de espírito. Algo que se faça sem se pressentir obrigação. Estamos falando de cuidar por amor, de ajudar, ensinar, amadurecer, ou seja, aprender a lidar com as diferenças que a imaturidade proporciona. Tem que ser um sentido único, um taxa de prioridade tão alta que ao mero tilintar de um brilho diferente nos olhos, já se possa pressentir tudo que está acontecendo.

Essa dedicação é um reconhecimento ao amor que se dedica. Não pode ser cobrado, mas tem que ser recíproco para que a felicidade seja completa. Às vezes caminhamos por estradas e quando encontramos um cruzamento precisamos encontrar a saída certa. Um não pode ir pela esquerda e o outro pela direita. É preciso que nesse primeiro cruzamento um siga pelo outro, mesmo tendo a nítida certeza de que foi a escolha errada. Mas no outro cruzamento, que não haja cobranças e o favorecido por livre e espontânea vontade siga pelo caminho do bem amado. Tudo isso para que? Para fazer a escolha de cuidar.

Tudo isso vai muito além de beijos e abraços, carinhos e afagos e doces palavras em momentos fraternos. É um bem estar tão profundo conduzido pelo sorriso do seu tão estimado amor. E o outro precisa saber até onde ir para favorecer a sua cara metade a ponto de ver o mesmo sorriso estampado no rosto. Até o ponto que se torne uma competição de quem faz o outro mais feliz. Algo saudável, sem o estigma de estar fazendo demais. Nunca é demais quando se ama.

Pode-se até ter a sensação de perda de identidade. Mas na realidade é um ganho. Ao cuidar de alguém você o assimila dentro de vocês como se fosse uma fagocitose sentimental. É preciso ver nos olhos do outro o motivo para ser, estar e continuar e suas conjugações sem os seus gerúndios. Mas aquela encruzilhada encontrada vai definir que a escolha foi feita por um bem maior. Pela vontade que precisa vencer o desejo do egocentrismo, da banalidade das modernidades às quais as relações se fundiram. Uma estrada é bem melhor caminhada, quando se caminha a dois e as mãos se entrelaçam no meio do caminho mudando muitas vezes o foco da viagem.

A idéia não parecer dependente, mas tornar-se um cuidadoso do bem mais precioso e que se não fosse de músculos, seria de cristal com tamanha facilidade que se quebra. Um coração é um imenso emaranhado de idéias pessoais, conjuntas, familiares e todos os seus arquétipos, mas ao cuidar de alguém mais do que a si mesmo é confiar que você será tão bem cuidado como se você fosse cuidado por você mesmo.

Confuso? Muitas vezes parece ser confuso o romantismo vivido pelas pessoas. Mas o romantismo nos faz pensar em mais do que nós mesmos. Faz-nos pensar no outro, num turbilhão de idéias que podemos construir com quem realmente acredita e espera ser acreditado por nós. Decisões conjuntas são formas de cuidar, mais do que isso, é uma forma de respeitar o cuidado que nos é dedicado. De receber bem o carinho que nos é direcionado em pensamentos, atos, palavras, presentes.

Vamos elevar nossos pensamentos a um estágio alfa e tentar perceber que cuida de nós a ponto de merecer que cuidemos em reciprocidade. Vamos pensar um pouco mais naqueles que realmente sabem como abrir mão de si mesmos para simplesmente dedicar-se a fazer de nós mais felizes, mais completos, mais sensíveis, mais seguros. Será que correspondemos às expectativas?

Bem, na vida é assim mesmo. É preciso reorganizar os pensamentos para ter certeza do que queremos ao certo.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Avareza do Destino


As vezes parece que falta um pedaço de mim. Acordo no meio da madrugada, perco o sono e os pensamentos me assolam. Fico ali no escuro da noite, pensando tentando por na balança todas as coisas que realizei e o saldo sempre parece negativo. Aliás, eu sempre tive essa tendência de menosprezar as minhas atitudes, de achar que foram pueris demais para a minha idade.

A vida sempre nos proporciona coisas ótimas, nós é que diante das oportunidades as tornamos confusas porque esperamos demais de tudo. Esperamos demais da carreira, do amor, da vida pessoal, dos amigos, de nós mesmos e quando damos de cara com a realidade tendemos a nos frustrar. E a única forma de descarregarmos esse peso negativo acaba sendo insensatamente nas pessoas que estão mais próximas a nós.

O choro parece preso na garganta, a respiração parece fungar muito e diante de mim surgem as imagens dos meus pesadelos mais constantes. Fico às vezes me martirizando, me lamentando de tudo, mas não consigo chegar a um ponto do qual eu possa reiniciar. Nada nem ninguém conseguem se aproximar dessa tristeza para trazer algo positivo e por melhores que as coisas aconteçam tenho sempre a tendência a encontrar algo negativo.

Acho que isso tudo está relacionado a um sentimento de culpa que não parece ser muito evidente. Uma culpa de estar onde estou, passando pelo que estou passando, por ter tomado decisões erradas. Pela impressão de algo que não deveria ter um peso tão grande. É um passado que remonta armadilhas no meu futuro. Pensamentos que hoje me fazer ouvir aquilo que um dia eu disse em outra circunstância, mas que diante da interpretação do tempo pareço avarento demais. Fico remoendo isso, tentando descobrir como melhorar, mas tudo que passa pela minha cabeça é a dar fim a esta epopéia da forma menos dramática possível.

Tudo parece ter uma linha tênue que leva ao arrependimento de tantos, mas na realidade fui eu quem fez a escolhas e certas ou erradas meu destino é quem me ajudou a conduzi-las. Fiz o que quis e agora e arcar com as conseqüências de estar cada vez mais distante do meu objetivo, pois as marcas das pegadas na areia parecem estar se apagando e não tem ninguém me carregando no colo. E é por isso que continuo a estremecer todas as vezes que ainda penso no caminho de estrada que tenho por trilhar, pois o chão não parece tão firme quanto antes.

E amanhã, quando eu olhar no espelho não verei mais este rosto choroso, pois tenho que me fortalecer para uma nova empreitada. Não mais esperar o tempo passar, pois tenho planos ainda guardados na minha cabeça. Uma decisão atrás da outra que somente eu conheço e ninguém mais vai poder desvendar antes que elas venham à tona. Tudo que parece durar pouco tempo, pode destruir algo que durou muito tempo e assim as coisas se perdem, pela falta de um sentimento que valha à pena.

Se não for hoje, será amanhã ou num outro dia que essa epopéia chega ao fim ou leva ao fim. Porém esta batalha é individual, decisiva e irreversível. Decisões são decisões e para se sustentarem precisam ser bem embasadas, farei isso com a vitória do tempo sobre o desperdício dele mesmo com tudo que não vale a pena, mas alimentamos como se fosse a única esperança de vida.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Romantismo Em Deacadência ?



Aquela fase de mandar flores acabou. Os bombons, só ser forem diet. Os suspiros viraram sinais de fraqueza e assim se vai o sentimento mais nobre que prediz o amor. Tudo hoje gira em torno do que agrada a si, o outro está sempre em segundo plano. São decisões, desejos, vontades que prevalecem sobre as do ser amado. Saudades do tempo em que não se fazia nada sem conversar antes com o partner escolhido para uma vida. Daquele tempo em que as pessoas preocupavam-se em dizer coisas que não magoassem as outras e que viver assim não era nenhum martírio.

As prioridades não estão mais dentro das relações Estas hoje fazem parte de uma lista de coisas que possuem prioridade zero. Concorre com a carreira profissional, com a vida familiar, com os objetivos e sonhos de cada um. Não se fazem mais relações aonde se agregavam os sonhos de um e de outro, estas são raras, se é que ainda existem e se formaram antes desses novos sinais dos tempos.

A vida por si só já é uma caminhada muito extensa, amarga, muitas vezes espinhosa, mas quando caminhamos juntos, encontramos formas de transpor esses obstáculos mais facilmente. Não é fácil olhar para trás e ver tudo o que desperdiçamos pensando somente no futuro, esquecendo de viver o presente. E aí só encontramos um par de pegadas no chão e uma solidão que nos corrói o peito.

Queria muito que este tempo voltasse.

Queria enxergar as relações com algumas perspectivas diferentes. Olhar para o presente, sem me preocupar com as rugas do futuro ou o saldo da minha conta bancária quando eu for um ancião. Cada momento precisa ser vivido na sua intensidade e não podemos ficar desperdiçando a vida com ideais sem fundamento, que não nos conduzirão a lugar nenhum se não tivermos um amor com quem dividir a cama fria no inverno.

A solidão é um mal que atinge o mundo atual, acompanhado da famosa depressão gerada pelo tão comentado stress. Mas cada dia mais, as pessoas se isolam dentro de si mesmas. Esquecem que é preciso dividir os bons e os maus momentos. Criamos as partidas imediatas ou compulsórias o tempo todo através das nossas ações. Tornamo-nos egoístas, egocêntricos e individualistas sem ter qualquer tipo de ganho com isso a não ser a uma falsa sensação de independência. Continuamos tão dependentes quanto antes, só que agora da solidão.

As pessoas caem na real e se colocam na posição de vítima como as incompreendidas por não encontrarem um amor verdadeiro, mas no fundo encontraram-se com seu próprio ego e o fizeram crescer de tal forma que acabam por achá-lo um substituto. Porém à noite, o ego não vai aconchegá-lo nos seus braços, dizer eu te amo com a sinceridade e a ternura que se precisa para ser completo.

Talvez toda essa sensação de solidão chegue a um ponto em que precisemos evocar o romantismo como a única cura, mas até lá precisamos continuar lidando com as deficiências que nós mesmo criamos para sermos felizes. A tranqüilidade de uma vida à dois precisa de muitas coisas para ter a continuidade desejada por tantos anos e até o final da vida, mas somente os olhos de quem realmente sente pode enxergar os pontos que deixaram a relação se perder em cada passo da estrada.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Condução Telejornalística

Aí me pego assistindo alguns jornais como o do SBT com um Hermano alguma coisa e me dou conta do quanto a Fátima Bernardes faz falta. Hoje em dia parece que virou moda que os jornalistas expressem a sua opinião no momento que estão apresentando alguma matéria ou reportagem.

O mais engraçado é que também assistindo a Rede TV foi possível perceber a mesma situação. O apresentador do jornal, ao fim de uma matéria onde o atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, falava sobre a atuação da polícia nas favelas cariocas e comentava que se ainda havia balas e armamentos a polícia ia continuar. Corta para o estúdio, o apresentador comenta: “Já estou ouvindo isso há alguns dias” ou algo parecido.

Entendo que uma coisa é você comentar o assunto de forma imparcial, se referindo as matérias já apresentadas em outros momentos, como se fosse um referencial histórico, mas não concordo que soe como opinião própria. O jornalista, como profissional deve manter a sua imparcialidade diante do assunto para não conduzir a opinião pública.

Hoje é moda e são poucos os jornalistas que mantém uma linhagem ética. Observo os telejornais e querendo ou não, os apresentadores de todos os jornais da Rede Globo hoje não apresentam essa característica. Sempre que há alguma referência a outras matérias com a idéia de confrontar com a matéria atual. As manipulações da notícia acabam surgindo de outra forma.

Em todos os aspectos precisamos ser bastante observadores quando se trata de condução de opinião. De uma forma geral a mídia influencia na capacidade que temos de elaborar as nossas próprias idéias sobre os assuntos, ainda mais quando lidamos com esse tipo de profissional que não deveria atuar no campo de telejornalismo.

Para formarmos as nossas opiniões devemos sempre agregar várias fontes de informação, conciliar idéias e discutir com pessoas para assimilar pontos de vista. É essencial que tenhamos maturidade para enxergar e criar a nossa própria linha de raciocino ou mesmo nos identificar com alguma já existente.

Os meios de mídia devem servir para informar e não para influenciar. Da forma que algumas matérias são conduzidas, as coisas parecem não ter regularidade nunca. Se um inocente morre de bala perdida, a culpa é da polícia que provocou o tiroteio, mas se uma gangue desce o morro para fazer uma blitz falsa, a culpa também é da polícia que não atua. A idéia não é discutir essa afirmação, mas cada um desses telejornais leva sempre a acreditar no que eles querem e nós temos que ser sensatos para filtrar e ignorar os comentários sem sentido desses jornalistas ou a manipulação das idéias propostas por eles.

Temos que ter preocupação de enxergar além. Hoje as pessoas acham que pagar R$ 1,00 para o governo fornecer remédios é uma vantagem do governo atual. Mas os remédios não deveriam ser fornecidos gratuitamente pelos hospitais públicos? Alguém leu que a cesta básica caiu de 25 para 15 itens? E quanto a lei enviada pelo nosso presidente para o congresso, reduzindo a aposentadoria das mulheres que não tiverem filhos em até 50%?

São pontos que os jornais não comentam insistentemente. E que nas mãos de maus jornalistas podem gerar uma comoção nacional ou mesmo passar despercebido de forma negligente.

Precisamos estar atentos e sempre em aprendizado, mas nunca manipulados...

Meu conselho? Ouça Lúcia Hippólito na rádio CBN, ou leia Uol News. Por ser uma renomada analista política, o programa dela é sensacional e ela tem uma visão mais ampla do que as limitações dos jornalistas televisivos.

Como diz um provérbio chinês:

“O burro não aprende nunca.”
“O inteligente aprende com as próprias experiências”
“O sábio aprende com as experiências dos outros.”

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Distorcendo a Infância



É triste ver que algumas pessoas possuem o dom de manipular as outras. Há poucos dias li uma matéria que demonstra que as novas das religiões são as crianças. Jovens que nem completaram a maior idade e são utilizados para demover a fé das pessoas em outras religiões para angariar almas para a sua. Não bastasse o nível de extorsão que algumas praticam agora estão se valendo da pureza infantil para pregar a sua interpretação da Bíblia Sagrada.

Não dá pra entender até aonde isso vai. Olhando aquelas pequenas pessoas que nem sabem direito o que vão ser quando crescer sendo manipuladas por um conhecimento que não é seu e foi imputado em suas mentes como uma lavagem cerebral. Esses jovens não possuem experiência de vida e nem conhecimento de causa para tomar as suas decisões, elas simplesmente estão trabalhando sobre o que seus pais lhes dizem ser certo. Quantas pessoas na infância eram da mesma religião dos pais e quando cresceram tomaram caminhos diferentes por não se identificarem com o caminho anterior? Religião é algo tão pessoal, é uma decisão tão individual que a infância deveria ser poupada disso, principalmente pelo grau de exposição.

Algumas dessas acham que possuem o dom da cura das almas perdidas. Gritam tanto quanto seus pais em cultos que mais mencionam o nome do demônio do que outra coisa. Inclusive, já demonstram um nível de competitividade que não é saudável, pois já estão aprendendo a lidar com o negócio conduzido pelas religiões. O mais triste foi ver na matéria, um menino pregador dizendo que quando ele viu o sapato que o pastor dele usava, ele ficou com vontade de ter um igual e hoje já tem 8. Que criança é essa que já está corrompida por desejos que não lhe pertencem?

Os pais que acham esse tipo de atitude nobre deveriam ser presos, conduzidos por abuso da pureza dos próprios filhos. O que acontecerá com essas crianças quando virarem adultos e se perceberem usadas? Por que incentivar um talento que deveria ser exercido por um adulto capacitado? Se bem me lembro até alguns anos atrás era necessário ter estudo teologia para chegar a esse status.

É triste ver a decadência da sociedade. Não tenho nada contra o ministério dos pastores, só acho que as crianças deveriam ser preservadas desse tipo de situação. Sabemos que religiosamente Cristo mandou abrir as portas dos céus para receber as crianças, mas tenho certeza que a mensagem não era de que elas começassem a pregar em seu nome.

Os valores sociais e morais estão realmente invertidos. Crianças tomando papel de adultos e deixando de exercer o seu próprio papel que é viver a sua idade. As fotos da matéria chegam a ser ridículas e mostram crianças com as mãos sobre a cabeça de adultos orando fervorosamente por alguma coisa.

O caminho dessas crianças é a escola, a educação, a vivência da sua idade. Elas não podem ser tachadas como salvadoras de um mundo aonde os adultos destruíram a realidade com a confusão dos valores éticos da vida em comunidade.

Sinceramente não me refiro as religiões e acredito que a fé de cada um há de ser respeitada independente da religião. Seja o que for: Católicos, Testemunhas de Jeová, Espíritas, Candomblecistas, Umbandistas, fiéis da Assembléia de Deus, da Universal do Reino de Deus, das 7 Trombetas, Messiânicos, Metodistas... cada um segue o seu caminho da forma que acredita chegar a Deus. O que eu não admito é que crianças sejam retiradas da sua vivência, da sua realidade para atuar num campo aonde ainda deveria ser ouvinte para compor a sua personalidade e o seu caráter. A infância deve ser respeitada acima de qualquer coisa. Sob qualquer aspecto seja religioso, político ou social, as crianças representam o futuro, mas para isso elas precisam ser conscientizadas e orientadas antes disso.
Aonde o juizado de menores se encontra num momento desses ?

terça-feira, 29 de maio de 2007

Esperança


Hoje me peguei olhando as estrelas e admirando seu brilho. Durante o final de semana choveu bastante, mas hoje quando vinha da faculdade pude perceber que as estrelas pareciam brilhar com mais força. Estavam motivadas pelo fato de terem ficado escondidas durante todo o período em que o céu esteve coberto pelas nuvens, mas que agora pra compensar iriam cintilar em dobro.

Talvez fossem os meus olhos. Quem sabem não estivessem embebedados de alguma súbita esperança de que tudo vai mudar e aí enxergavam aquilo tudo como uma grande novidade? É preciso acreditar. É preciso acreditar que as coisas serão boas, que um dia, razão e sentimento não precisarão andar juntas para que alguém seja feliz. Mas foi aquele céu que eu vi que fez renovar alguma coisa dentro de mim.

Talvez me identifique com as estrelas cobertas pelas nuvens ou mesmo com as nuvens que cobriam as estrelas, mas a verdade é que tudo tinha um cheiro diferente no ar. Como se estimulassem um 6º sentido. Algo bom que vinha atrelado a uma grandiosa sensação de tentar fazer as coisas diferentes, olhando o obstáculos com outros olhos, prestando atenção ao que a língua cala...

Normalmente tenho muitos pensamentos rondando a minha cabeça, o que as vezes torna confuso o meu modo de pensar e o equilíbrio entre o que eu quero e o que eu posso conseguir naquele momento. Mas esse sentimento é algo importante. Precisa ser preservado para que tenha continuidade e me salve do que talvez já estivesse perdido, mas a crença no amanha pior, embora piegas, ainda é um grande motivo para eu continuar alimentando-o.

Queria ser mais sábio para entender o que está acontecendo. Poder, quem sabe, compreender o que a minha natureza ainda esconde para que eu tenha esse súbito ataque de um sentimento que não consigo nomear, mas é bom. Como é.

As estrelas são as responsáveis por lançar o enigma, mas mesmo que eu passe o resto dos meus dias pensando nisso, o que não pretendo, tenho que agradecer por me abrirem os olhos. Não pretendo continuar pensando nisso, como disse, pretendo somente sentir, e em algum momento, se a resposta tiver que vir, virá.

Posso respirar fundo e gritar que amo alguém, que amo a mim mesmo, que amo a minha vida, por mais percalços que ela possa ter. Posso gritar bem alto até que me achem louco por não saber conscientemente pelo que estou gritando. Mas eu sei que, no fundo do meu saber emocional que estou num momento de felicidade que não pode ser compartilhado, mas sim vivido egoistamente por mim.

Talvez as pessoas reconheçam isso nos meus olhos e se sintam felizes também, mas juro que não quero contribuir pra isso agora, preciso disso só pra mim, para recarregar as minhas energias e afastar o sentimento de derrota. Talvez as pessoas se contagiem de uma forma que ainda acrescentem mais ainda ao meu coração e aí posso repartir o que sou em pedaço gigantescos de fantasia.

domingo, 27 de maio de 2007

Velocidade das Emoções


Tudo está em constante movimento. O coração é o eixo que conduz a todas essas idas e vindas que a vida dá e que é tolamente chamado de destino. A expressão dessa palavra parece estar vinculada a um aspecto de independência da nossa vontade, mas a cada passo que damos caminhamos para construir a nossa própria história. É claro que a mão divina é um forte alicerce para o que se busca da vida madura, mas se não houver contribuição do indivíduo nada poderá ser conduzido sozinho.

Ao observar a passagem do tempo pode-se sentir envelhecer e simultaneamente levantar os muros para uma vida confortável e segura, mas se houver a preocupação única e exclusiva é com a atualidade, com o que se vive a cada instante, o tempo pode acabar sem que seja percebido. Contudo se ocupar a vida olhando sempre para o tempo passar e preocupado com o futuro, pode-se não construir a base para erguer o muro.
Tudo parece muito confuso e contraditório, basicamente porque é necessário que seja buscando o equilíbrio, nem sendo minimalista e nem negligente com o presente. Tudo na dose certa pode elevar a solidez maior nesse movimento constante.

As vezes as emoções rondam os pensamento de forma tão constante, que um momento de maior sensibilidade pode trazer um acúmulo de lagrimas contidas, mas na realidade tudo que é preciso é uma válvula de escape. A constância das mudanças na vida de cada transforma pequenos momentos de stress em um grande caos emocional. Porém se não houver uma análise mais fria do que já foi construído e do que estar por vir, não haverá forma de ser equilibrar novamente.

Essas construções não são físicas, é de forma metafórica uma expressão de amadurecimento do ser. Todos passam por dificuldades em diversos momentos da vida, olham para si e se encaram como perdedores, mas na realidade são os mais vitoriosos. São vencedores e o prêmio é a experiência de valorizar o que perdeu, de valorizar os que ainda possuem, mas não sabem o valor que tem. São pessoas que amadureceram forçosamente e continuam amadurecendo, mas num processo muito mais acelerado.

Então, todas as rotações da vida, do mundo, da consciência é na realidade uma forma que a mão divina encontrou de ministrar o aprendizado mais importante a cada um. É forma de dizer o quanto ainda é importante sentir cada momento desses que são oferecidos, sem estar necessariamente amarrado a eles. Nada pode surtir mais efeito do que amadurecer primeiro as emoções para depois celebrar as opiniões. Tudo tem que ser devidamente elucidado e dignamente respeitado para que tenha valor real.

Respeitem-se os momentos, as fragilidades, as tristezas e as mazelas, pois quando encontrarem as o momentos de fortaleza, de alegria e de vitórias a roda da vida vai acelerar a constância dos movimentos.

sábado, 26 de maio de 2007

Trabalho de Consciência



Todo mundo quer conscientizar todo mundo de alguma coisa. As pessoas que compõe a sociedade querem divulgar os seus valores de tal forma que não seja discutido como a melhor escolha. É um trabalho árduo, cansativo e de poucos resultados principalmente se levarmos em consideração a individualidade de pensamentos que recebemos através da consciência que nos foi dada pela educação. Então também fomos conscientizados a sermos questionadores, individualistas?

É engraçado como vemos por aí tantos movimentos. É o MST querendo nos conscientizar da sua causa. São os radicais políticos querendo nos conscientizar de que o Bush não presta. São os religiosos querendo nos conscientizar de que o aborto não pode ser liberado. Enfim, temos que lidar com tantos valores que realmente o trabalho de conscientização não funciona.

Essa questão do aborto chega a ser meio arbitrária. Não que eu seja a favor da técnica, eu sou a favor do direito de escolha. No meu entender o ser humano tem direito de fazer todas as opções que quiser e depois arcar com as conseqüências delas. O fato do aborto ter sido proibido todos esses anos não evitou que ele fosse feito. O trabalho dos dogmas religiosos, dos valores morais, devem ser praticados nas igrejas, nas residências, mas o direito de escolha tem que estar nítido. Para a maioria das pessoas nada vai mudar, pois a sua consciência já está idealizada.
Não é o fato da lei existir que vai impedir de praticar tal ato. Muito se perde por essas questões sociais por não saber enxergá-las de forma correta o que obviamente dificulta a sua administração. A questão de vamos para a rua para lutar pelo “Direito a Vida” deveria estar focada nos milhares de crianças que estão vivendo como indigentes debaixo de viadutos, dormindo ao relento. A partir desses problemas solucionados podemos partir para um próximo estágio, pois chega a ser ridículo que a mesma igreja ou templo, e aí me refiro a qualquer religião, que abriga na sua porta, na sua escadaria tantas crianças necessitadas e quando o ritual começa todos são retirados para não atrapalhar a entrada dos passantes. Convenhamos, não faço apologia ao aborto, mas faço sim apologia ao direito de escolha de como conduzir a minha vida e as conseqüências que eu tiver que arcar, seja com Deus, com a minha consciência ou que quer que seja. Se Deus nos deu o livre arbítrio, por que o homem se sente no direito de impedi-lo?

Não é uma questão de modernização ou se adequar aos tempos, o trabalho de consciência não se ganha com passeatas ou situações criadas para forçar uma barra. O trabalho de consciência parte da família, aonde se forma um exemplo de vida, parte da comunidade, aonde se identifica o que é certo do que é errado a partir dos exemplos de vida, da sociedade, aonde se critica e altera comportamentos através da formação do caráter do indivíduo.

Sejam questões religiosas, sejam questões políticas, sejam questões sociais, todo o trabalho precisa ser feito na fase de latência social. Tudo tem que estar claro, mas acima de qualquer coisa deve haver o direito de escolha evitando as manipulações de quem acha que tem poder de conscientizar a você de que não deve ouvir a si mesmo, de que esse alguém está mais apto a opinar na sua vida mais que você mesmo.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Conceito X Preconceito


Todos os nossos conceitos precisam estar sob as páginas viradas das idéias que não acrescentam nada. Quando observamos o dia passar e acreditamos que o dia seguinte será melhor estamos criando um conceito de futuro de sucesso. Se não acontece, logo acreditamos que o próximo é que será o melhor.

Os nossos conceitos são baseados em esperança ou frustração sobre algum evento, algum acontecimento que nos provoca sensações. Tudo não passa de uma provocação do destino, para quem acredita nele. É este malfadado acompanhante da vida que nos coloca em posições que muitas vezes nos exime da realidade.

O que dizer do preconceito, este é o pior. É pré, como a pré-história, vem antes de qualquer conhecimento de causa. Este está relacionado diretamente as sensações que não tivemos. Não se baseia em nada que não seja o nosso ser auto-suficiente. Vem de conclusões precipitadas e nos cercam com uma facilidade que acaba até mesmo envolvendo os mais próximos. São idéias pequenas de tudo aquilo que acreditamos que seja verdade, mas uma verdade tão nossa, tão intrínseca, que para outras parece um devaneio.

De qualquer forma o conceito parece se basear solidamente. Embora eventualmente se adapte, modifique, recrie, molde ou mesmo desapareça, ele tende a ser muito mais democrático. Enquanto preconceito é arbitrário, não se baseia em nada que a vida tenha proporcionado, ou possivelmente se baseie na inveja, quando relacionada à coragem de alguém que se expõe sem medo de ser feliz.
É impossível acreditar que existe uma batalha tão vil entre essas duas circunstâncias tão heterogêneas que para os menos letrados chegam a se suplantar simultaneamente. Mas o homem cria esse tipo de barreira para se proteger do outro ou mesmo do sentimento. É uma barreira de insegurança que parece tentar esconder a liberdade que nas mentes mais turvas se confunde com libertinagem. Que confunde sentimento com carne. Que é capaz de definir a vida alheia em poucas palavras, usando como exemplo o seu tempo na história da vida ou mesmo a proximidade do fim do mundo.

As mensagens se confundem de tanto que são discutidas, mas a continuidade do conceito chega a discutir o preconceito como algo que precisa ser exaurido da sociedade, mas antes disso, precisa ser retirado da faceta mais escondida do ser humano. Contudo o preconceito vai continuar. Ele prevalece não só na cor, na sexualidade, no estilo de vida, da religião, na doença, ele prevalece pela falta de amor, pela falta de compreensão, pela falta de maturidade, pela falta de cordialidade das pessoas que o manifestam. O preconceito sempre ser um calo que vai arder no canto do sapato da sociedade, que muitas vezes hipócrita assiste com normalidade, mas não pensa duas vezes: “Na minha vida nunca será assim. Você tem muita coragem.”.

O mesmo que não aceita ter seu comportamento julgado por se achar impassível de questionamentos é o primeiro a pensar que nada vida dos outros o sucesso só existe porque houve alguma facilidade. Isso já é puro preconceito e está longe de ser uma constatação.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Limite da Razão


Quais são os verdadeiros limites da razão ?

Uma mãe que não sabe nadar e mergulha para salvar seu filho do afogamento ?

O pai que enfrenta os traficantes para tirar o filho das drogas?

O namorado que lança ácido no rosto da namorada por ciúmes ?

Que limite é esse?

É o limite do início da razão ou do final dela?
A forma como atuamos no nosso dia a dia só reflete o limite da nossa razão quando passamos por uma situação desesperadora?

E quem deu esse limite?

Aonde ele começa e aonde ele termina?

Por ser subjetivo demais acaba ficando quase impossível explicar ou tentar mensurar, mas a verdade é que fazemos qualquer coisa principalmente por aqueles que amamos. Ultrapassamos barreiras, lutamos até estarmos satisfeitos com a vitória que conquistamos.

É claro que a mãe que salvou o filho não sabe se ele vai ser uma boa pessoa ou mesmo um bom filho, ela espera que sim. Contudo seu instinto materno e seu desejo de vê-lo feliz, fez com que ela não pensasse em nada para ter em seus braços aquele que saiu de dentro do seu ventre.

Os limites da razão são tão dúbios que ao relacionarmos os pontos negativos e os pontos positivos de cada explosão de hormônios, acabaremos encontrando a mesma quantidade de eventos.

O que nos leva a cometer atos insanos pelo bem amado ? Talvez a expressão maior de todos os sentimentos pudesse ser um fator de relevância, o amor. Mas que amor é esse que salva, mas que também destrói?

Estamos todos a mercê de limites que nem sabemos aonde estão, mas precisamos estar conscientes do que buscamos para nós e esperarmos dos outros apenas que saibam que nós buscamos ver a felicidade em conjunto.

Nem sempre é fácil encarar todos os desafios e manter o sangue frio. Uma atitude insensata pode realmente por tudo a perder. É como olhar aquilo que não podemos tocar nem mesmo com a ponta dos dedos, mas gostaríamos de ter mesmo que fosse para presentear alguém querido. É como o pai que esbofeteia o filho por falta de paciência e jura que é um corretivo para um melhor aprendizado, que na realidade nem existe.

A razão não é a causa, mas sim o efeito do que sofremos no dia a dia, nos processos de evolução ou involução dos quais somos responsáveis ou participamos. É um efeito proporcionado por nós mesmos, aonde a causa está na observação de tudo que nos rodeia para compor o nosso caráter e ter certeza que se um dia o limite da razão chegar, nossas atitudes serão construtivas, como a de salvar um filho ou libertar o ser amado das nossas condições morais e padrões que selamos quando esperamos demais de alguém.

A certeza que fica é que o limite da razão é ponto máximo aonde nossos instintos mais primitivos ressurgem buscando uma saída para compor aquilo que mais desejamos. São as asas do anjo que Deus nos deu quando nascemos, mas mantivemos guardadas por não saber usá-las e por esse mesmo motivo, quando elas surgem, continuamos na mesma.

O importante é concentrar todo esse amor que conduz a atitudes extremas em ser auto-suficiente e amar sem dependência. Amar pela existência. Amar pela admiração. Amar pela consideração. Pois na hora do afogamento as forças surgirão, mas na hora da despedida elas apenas consolarão.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Crônica de Amor


O amor está se esvaindo por entre os dedos. Tudo aquilo que parecia sonho hoje se torna pesadelo quando as pessoas colocam na mira o seu famoso e moderno conceito de individualismo.

Se observarmos ao nosso redor, veremos que as relações vêem e vão o tempo todo, cada qual com os seus motivos, mas há muito tempo que as pessoas não buscam a estabilidade do amor constante, do conhecimento e cumplicidade pelos sentimentos do outro. É nítido que os “meus sonhos” e os “seus sonhos” não convergem mais nos “nossos sonhos” e os caminhos parecem cada dia mais estreitos para que duas pessoas andem juntas.

O estreitar desse caminho é feito através das escolhas feitas, com as ausências emocionais, sobretudo é dada essa redução das margens dessa estrada por uma coisa chamada individualismo. Ele suplanta as frustrações de uns, em prol da felicidade de outros e faz com que cada um se sinta martirizado pela relação.

O tão almejado ser amado não passa de um pequeno brinquedo nas mãos do falso romantismo, que traduz a desigualdade de sentimentos gerando uma separação que não será tão dolorosa. Cada um busca em si a realização pessoal através de coisas materiais e certamente não é algo tão condenável, mas quando existe um capricho e essa realização enfraquece as emoções a ponto de não se ver o caminho estreitando mais ainda, talvez seja a hora repensar conceitos, sentimentos, vivências, reviver experiências e pesar.

Não um dia ou dois, uma semana ou mais, mas o todo. De forma contundente e eficaz, para que aí sim depois do caminho estreito de mais a bifurcação possa surgir. Sempre ocorrerão perdas, tristezas, mágoas, mas o caminho ficará aberto para cada um buscar os seus próprios objetivos e um outro cada um que se identifique com a realidade que o cerca.

Não há mal maior do que um amor mal vivido. Aquele cheio de culpa, cobrança e mágoas. Aquele que vai soar como um alívio para um, mas como sofrimento para o outro, mesmo que os motivos não sejam tão grandes em virtude da razão da partida.

Há algo na vida que o homem precisa construir dentro de si mesmo, que vai se derrubado por outro, mas terá que ser construído novamente. Será então que a vertente de um novo amor alimentará uma nova razão para a destruição desta obra. Se os olhos forem profundos, observadores, calmos, tácitos poderão perceber que na realidade para que o alicerce seja firme, essa construção precisa ser feita a quatro mãos. Não por necessidade, pois ficaria em pé mesmo que fosse com duas, contudo a quatro mãos tudo será devidamente protegido, eterno, sensível e ardoroso.

Se sentimentos forem maiores que a dor, e se a dor começa a desintegrar o sentimento, é hora. Se o muro não foi construído utilizando as quatro mãos, ainda é possível que alguém de fora enxergue essa tristeza.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

O Cliente Sempre Tem Razão ?

Participei de um processo seletivo para uma empresa e me pediram uma redação sobre o tema proposto no título acima, aí saiu alguma coisa parecida com esse texto abaixo.:

Na realidade esta é uma questão difícil de ser respondida. Quando lançamos um produto ou serviço no mercado tendemos a ceder a todas as perspectivas para conseguir atender ao máximo a toda a necessidade do público e conquistá-lo de forma eloqüente para que não deixe de ser fiel, utilizando sempre as qualidades e os benefícios disponíveis. Mas com o tempo, enquanto a carteira aumenta, acabamos nos esquecer de reforçar a nossa própria marcar de qualidade.
Muitas vezes é preciso que sejamos altamente persuasivos para entender o lado do cliente, sem contrariá-lo, pensando em conceder-lhe uma exceção, ressaltando que não poderá ser feito de novo. E embora saibamos que com certeza se concedermos uma vez ele vai retornar e pedir novamente, temos que ser suscetíveis as suas necessidades.
Algumas organizações já trabalham com um conceito chamado “Regra do Patrão”, que se baseia no slogan: “ 1º passo: O cliente sempre tem razão; 2º passo: Se o cliente não tiver razão, retorne ao 1º passo.”. A princípio pode parecer meio sem sentido, mas na realidade esse conceito se utiliza da satisfação para que o cliente seja mais compreensivo.
Antes de respondermos a pergunta: “O cliente sempre tem razão?”, temos que pensar em responder uma outra: “O cliente tem satisfação ?”. Um cliente satisfeito é mais compreensivo, consegue entender os pontos de vista da empresa sobre outro ângulo e sem dúvida vai estar mais disposto a ouvir as argumentações sobre a sua expectativa não ser atendida naquele momento.
É preciso que cada caso seja mapeado e dentro de uma verossimilhança seja possível que a empresa ou organização faça a adequação as necessidades e realidades dos seus clientes. Um cliente satisfeito tem tanta razão quanto o insatisfeito, mas a diferença se encontra no percentual de tolerância às divergências.
O “Não” é mais negativo do que parece e causa impacto em qualquer diálogo, mas para que a situação de negação possa ser amenizada, antes disso é preciso que o cliente seja esclarecido de alguns critérios da empresa e algumas necessidades que ea tem, mas que como qualquer atividade, tudo passa por um processo de evolução e reavaliação de costumes para identificar até aonde é preciso que seja feito o necessário.
Enfim, se observarmos o mercado globalizado e altamente turbulento, sem contar o quanto está prostituído. É fácil identificar as necessidades de um atendimento adequado e qualificado, uma preocupação com a opinião do cliente não somente em pesquisas, mas como reflexo de suas atividades comerciais. Conforme comentado, responda a pergunta “Meu cliente está satisfeito?”. Se a resposta for sim, será fácil convencê-lo sobre a impossibilidade de atender as suas expectativas no momento, principalmente se ela conhece todos os benefícios e vantagens de ser cliente, mas que tudo será estudado para um futuro de acordo com as possibilidades da empresa (e deve ser estudado mesmo). Se a resposta for não, o fato ter dele razão ou não, não importa. Ele não conseguirá entender as suas propostas, se não conseguir enxergar as sua qualidade como fornecedor. É preciso, antes de mais nada, questionar sempre a própria qualidade.