domingo, 28 de outubro de 2007

Hairspray

Há tempos não me sentia tão empolgado ao assistir a um filme. Hoje tive a oportunidade de assistir Hairspray, uma comédia musical que se passa nos anos 60. O tema abordado gira em torno da aparência das pessoas e o que a imagem pode proporcionar se desprezarmos os nossos verdadeiros talentos.

John Travolta está muito bem caracterizado de mulher no que diz respeito a maquiagem, contudo sua atuação é tão desastrada que acaba contribuindo ainda mais com o clima cômico em que se ambienta todo o roteiro.

Michelle Pfeiffer como sempre está linda, maravilhosa e melhor ainda como vilã, suas caras e bocas maliciosas realmente são ímpares.

Queen Latiffa traz novamente sua "best female voice" para o cinema e coloca tudo que tem na sua atuação, que convenhamos como atriz não convence muito, mas é perfeitamente compensada pela sonoridade que produz quando sem empolga nas canções do filme.

Zac Effron, astro de High School Musical, encarna novamente um cantor que se apaixona pela mocinha do filme, cantando ou não ao vivo para o filme não faz a menor diferença e ele interpreta muito bem Link, aparentemente mais um badboy dos anos 60, mas que no fundo se apaixona pelo diferente.

Agora, impagávelmente bem está Nikki Blonsky, a atriz que encarna a impetuosa Tracy, linda, carismática, dá ao filme o ar de ingenuidade que ele precisa. Desafiadora, se envolve com tudo que é diferente e acaba realmente fazendo a diferença.

Fazia tempo que não me sentia tão bem quando saia do cinema, assistir a Hairspray é um filme essencialmente motivador da busca pelo que é certo e a quebra dos preconceitos, que hoje não se encontram tão evidentes. Não por uma evolução social, mas pela hipocrisia de acreditar que não há preconceito.

Tá certo, o filme é meio infatil, vai até soar como um High School dos anos 60, mas a trilha sonora é tão empolgante a o roteiro tão bem amarrado pra contar mais uma vez a história que já vimos tantas vezes no cinema: a pobre menina que queria virar estrela, que vale a pena passar as 2 horas sentado acompanhando, até porque você nem sente a hora passar.

Gostei muito ! M a r a v i l h o s o !

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Não sou um grande religioso, mas...

"O senador Ernie Chambers, do estado de Nebraska, abriu um processo contra Deus no condado de Douglas.

Conhecido por críticas aos cristãos, o democrata disse no processo, que abriu semana passada, que Deus gera medo e que é responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo.

Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”. Chambers comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores. Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes. Segundo Chambers, a iniciativa foi uma forma de protestar contra o alto número de processos que são abertos pelos americanos que ele considera ridículos." Fonte: Portal G1.

Li essa matéria no portal G1 e não resisti. Convenhamos, um senador que se presta a tomar esse tipo de atitude, no mínimo não tem nada melhor pra fazer durante as suas horas de trabalho. Através destes fatos podemos perceber que nem aqui no Brasil e nem em qualquer outro lugar do mundo, os nossos representantes políticos não atuam com seriedade sobre aquilo que deveriam .

É por isso que a corrupção não diminui, que a impunidade só aumenta, que a vida da população não consegue passar por uma mudança positiva a ponto de se criar credibilidade sobre o voto que nós mesmo inserimos nas urnas.

É incrível notar que quando alguém quer polemizar alguma coisa, basta usar referências religiosas para isso, embora essa fórmula já seja antiga. Pelo que pude perceber esse dito senador não é lá muito expressivo entre os seus, então talvez esta tenha sido a melhor forma de se expor.

Que Deus não nos escute, pois no final de tudo as pessoas acabam sempre culpando-o por atos que praticam em seu nome, mas convenhamos... É Deus quem coloca a arma na mão do homem ? Ou ainda, é Deus quem destrói a vida das famílias ? Há quem diga que este é o demônio, mas no meu ponto de vista tanto um quanto o outro nesse momento só servem para serem usados como desculpas para aquilo que as pessoas não tem coragem de assumir.

Temos que lidar com a impunidade, com a falta de caráter, com a corrupção, com latrocínios, crimes absurdamente horrendos que se apoiam em legislações falhas ou mesmo favorecedoras, para que um bossal resolva impetrar um processo contra Deus.

Fico pensando em como ele não processou a Deus como o principal réu e os outros membros da Santíssima Trindade como cumplices.