
Às vezes o dia amanhece e eu nem sei por onde começar. Muitas vezes parece ser manhã, mas na realidade já são 2 da tarde. É como se não houvesse ânimo para começar mais um dia e tudo o que penso é em quanto tempo ainda vou viver assim. Não são só os lamentos, são pedaços de uma realidade que querendo ou não eu tenho que viver.
Às vezes penso que não vou suportar mais um dia sequer desse sentimento de inutilidade, vivendo nesse misto de insatisfação e falta de compreensão de mim mesmo. Não sei se estou pagando pelas minhas atitudes, mas ao mesmo tempo fico procurando nessas atitudes algo que já não tenha sido realizado por outro ser humano. Sem querer me pego em lágrimas, rezando para que o tempo passe rápido, ou seja, abreviado por um imprevisto que o destino queira me conceder.
É triste chorar sem ter mais lágrimas, pois foram tantas derramadas em vão que nesse momento em que preciso lavar a alma elas não apresentam qualquer sinal ou vestígio da sua existência, mas por dentro parece que estão me afogando na angústia de ter tantas pessoas a minha volta e mesmo assim, ainda me sentir sozinho.
Acordo pensando em tudo isso e mais a possibilidade de ficar sem o pouco que construí neste breve período de vida e não há nada que massageie a minha dignidade a ponto de conseguir fazer com que eu mesmo me convença de que tudo vai melhorar. Muitas vezes utilizo essas palavras para que pensem que nada me corrói tão fundo, mas a realidade é que este sentimento já perfurou a minha alma e colocou-me preso a algo que eu não quero mais sentir.
Por outro lado, enquanto me lamento de tudo isso, penso no quanto tenho sorte por ter grandes pessoas circulando pela minha vida, algumas só de passagem e outras que vão ficar para sempre e me esforço para buscar algo do qual eu possa me orgulhar e fazer com que se orgulhem de mim. Não por ter que provar nada a ninguém, mas pelo sorriso dos olhos de quando me virem. Para que eu possa chegar e terem a certeza de que podem contar comigo sem restrições.
Sei que hoje o que eu tenho para oferecer é somente a mim. É pouco, às vezes até insuficiente para fazer com que as coisas fiquem como já foi um dia, afinal de contas é triste ver tudo se esvaindo com o tempo e a minha vontade de ser feliz. Mas ao oferecer a mim, somente mim, tenho certeza de que ofereço algo puro e que um dia foi tão sólido a ponto de ser alicerce de outros, mas hoje sou eu quem precisa disso...
Pode até parecer melancólico, nostálgico, piegas e até mesmo desagradável pensar isso tudo, mas não há muito que fazer quando várias portas estão se fechando e nenhuma janela parece se abrir. Tudo o que tenho são alguns brilhos das estrelas que um dia me ajudaram a enfeitar a vida, mas que hoje estão estilhaçadas e quase perdidas de tanto que estão se desfazendo. É como se tudo que eu tivesse vivido não tivesse passado de um sonho, que as propostas não foram reais, ou que tudo tenha sido apenas um teste para me mostrar: “Olha aonde eu posso fazer você chegar, mas agora que você já sabe, é hora de voltar ao normal.”.
Pode ser que as estrelas voltem a brilhar, que os caminhos voltem a aparecer na minha frente e na encruzilhada eu até saiba fazer a escolha, mas agora tudo vai ter um sentido diferente. Tudo vai estar menos ilusório, com princípio, meio e fim definidos. Talvez seja o momento de confiar menos, de pensar mais em si, de criar menos expectativas e não esperar por mais um par de pegadas para concluir essa caminhada, tenha o tamanho que ela tiver.
Às vezes penso que não vou suportar mais um dia sequer desse sentimento de inutilidade, vivendo nesse misto de insatisfação e falta de compreensão de mim mesmo. Não sei se estou pagando pelas minhas atitudes, mas ao mesmo tempo fico procurando nessas atitudes algo que já não tenha sido realizado por outro ser humano. Sem querer me pego em lágrimas, rezando para que o tempo passe rápido, ou seja, abreviado por um imprevisto que o destino queira me conceder.
É triste chorar sem ter mais lágrimas, pois foram tantas derramadas em vão que nesse momento em que preciso lavar a alma elas não apresentam qualquer sinal ou vestígio da sua existência, mas por dentro parece que estão me afogando na angústia de ter tantas pessoas a minha volta e mesmo assim, ainda me sentir sozinho.
Acordo pensando em tudo isso e mais a possibilidade de ficar sem o pouco que construí neste breve período de vida e não há nada que massageie a minha dignidade a ponto de conseguir fazer com que eu mesmo me convença de que tudo vai melhorar. Muitas vezes utilizo essas palavras para que pensem que nada me corrói tão fundo, mas a realidade é que este sentimento já perfurou a minha alma e colocou-me preso a algo que eu não quero mais sentir.
Por outro lado, enquanto me lamento de tudo isso, penso no quanto tenho sorte por ter grandes pessoas circulando pela minha vida, algumas só de passagem e outras que vão ficar para sempre e me esforço para buscar algo do qual eu possa me orgulhar e fazer com que se orgulhem de mim. Não por ter que provar nada a ninguém, mas pelo sorriso dos olhos de quando me virem. Para que eu possa chegar e terem a certeza de que podem contar comigo sem restrições.
Sei que hoje o que eu tenho para oferecer é somente a mim. É pouco, às vezes até insuficiente para fazer com que as coisas fiquem como já foi um dia, afinal de contas é triste ver tudo se esvaindo com o tempo e a minha vontade de ser feliz. Mas ao oferecer a mim, somente mim, tenho certeza de que ofereço algo puro e que um dia foi tão sólido a ponto de ser alicerce de outros, mas hoje sou eu quem precisa disso...
Pode até parecer melancólico, nostálgico, piegas e até mesmo desagradável pensar isso tudo, mas não há muito que fazer quando várias portas estão se fechando e nenhuma janela parece se abrir. Tudo o que tenho são alguns brilhos das estrelas que um dia me ajudaram a enfeitar a vida, mas que hoje estão estilhaçadas e quase perdidas de tanto que estão se desfazendo. É como se tudo que eu tivesse vivido não tivesse passado de um sonho, que as propostas não foram reais, ou que tudo tenha sido apenas um teste para me mostrar: “Olha aonde eu posso fazer você chegar, mas agora que você já sabe, é hora de voltar ao normal.”.
Pode ser que as estrelas voltem a brilhar, que os caminhos voltem a aparecer na minha frente e na encruzilhada eu até saiba fazer a escolha, mas agora tudo vai ter um sentido diferente. Tudo vai estar menos ilusório, com princípio, meio e fim definidos. Talvez seja o momento de confiar menos, de pensar mais em si, de criar menos expectativas e não esperar por mais um par de pegadas para concluir essa caminhada, tenha o tamanho que ela tiver.
