Não sei mais de que me valem os sorrisos soltos que deixo escapar nas noites em que observo o mundo buscando em tom sarcástico de respostas afiadas sobre pessoas ou situações que vou sentindo passar. As vezes, um olhar se torna mais evidente no meio de tantas pessoas, mas logo se percebe algo fora da normalidade se colocando como um dote superior sem quesitos de proporções que possam ser beneficamente valorizadas e ainda se escondem atrás de belezas plásticas misturando-se e fazendo perder as virtudes.
E é a partir daí que vejo o fim disso tudo. Não é nessa realidade que eu quero existir. Sei que acima de tudo, não posso perder os meus valores e ser a próxima boca de quem já beijou mais do que merecia. Tudo parece uma realidade mais do que virtual ao observar esses incansáveis bailarinos dançando sem direção ao som do compasso das batidas das drogas que alucinam as suas mentes e os fazem acreditar que são os reis dos ensaios dos embalos de sábado dançando sob uma música cansativa, alucinante e sem sentido.
E nessa dança foi-se mais uma noite de sono que esbanjei às claras, aguardando o amanhecer do dia para perceber que estava trancado numa caixa, preso a um mundo que nunca me pertenceu.
