segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Mais de Mim

Mesmo que o dia esteja bom, as lágrimas parecem correr sobre o meu rosto. Queimam-me a face e me fazem lembrar o quanto eu posso estar sozinho numa caminhada que deveria ser feita por dois. Sinto muitas vezes o peso das cobranças que faço sobre a forma da responsabilidade que assumo ao fazê-las, mas me abandono a este sentimento que conduz a minha vida, distorce a realidade, mas me fazer sentir bem por alguns minutos.


Queria que a claridade que rodeia esse sentimento tão grande, ilumiasse os pensamentos daquele que busco como alicerce de algo que não sei se podes ser forte para suportar. Fico como se estivesse andando em círculos esperando por algo que no fundo eu sei que não vai chegar e que vai me afogar em mais lágrimas e me consumir em uma angústia suprema que não vai me levar a lugar nenhum.


Eram nos teus olhos que eu queria enxergar essa luz brilhante que deveria nos rodear. Eram nos teus olhos que eu queria ver o quanto sou importante acima de todas as coisas que o dia a dia te mostra e que a cada uma delas você insiste em priorizar, me deixando a ver navios nos momentos que mais preciso do teu colo. Eu nem sei se mereço esse colo ou se ele me merece, mas a verdade é que parece que tudo vai se desfazendo aos poucos, olhando para um lado e para o outro vejo que na melhor das hipóteses não se desfaz, mas também não se constrói.


Não é a vivência do amor eterno que me contagia desta baixa auto estima, mas sim a insegurança do contemporâneo. A nostalgia de poder ter feito melhor antes para que agora tudo não ficasse tão restrito a melancolia que pretende me dominar. Não é o fim, pois nenhum autor com a minha personalidade teria a frieza para escrevê-lo sem por o ponto final e muitas coisas, inclusive a mim mesmo. Mas já se passa do estágio inicial aonde as flores tem um aroma de jardim de primavera e não do meu próprio funeral.


Vivo cada dia intensamente, tentando não pensar de o amanhã valerá a pena nesse contexto por vezes pueril outras senil. Observo os passos tentando conter cada gota dessas lágrimas que ainda me queimam, mas que não consigo fazer com que sequem sem secar também meu coração.

sábado, 8 de setembro de 2007

Vencedor e Perdedor

Já recebi esse texto há algum tempo, mas acho que ele se encaixa em tanta coisa que vivemos hoje em dia que resolvi publicar. Seja na vida amorosa, política, familiar, sempre acabamos tendo uma visão distorcida do que realmente somos, nos achando com direito de dar lições de moral e aulas de vida para todo mundo.

1 - Quando um vencedor comete um erro, diz: " Eu errei!"

Quando um perdedor comete um erro, diz: " Não foi culpa minha."

2 - Um vencedor trabalha duro e tem mais tempo.

Um perdedor está sempre "muito ocupado" para fazer o que é necessário.

3 - Um vencedor enfrenta e supera o problema.

Um perdedor dá voltas e nunca consegue resolvê-lo.

4 - Um vencedor se compromete.

Um perdedor faz promessas, mas nunca cumpre.

5 - Um vencedor diz: "Eu sou bom, porém não tão bom como gostaria de ser".

Um perdedor diz: "Eu não sou tão ruim com tantos outros."

6 - Um vencedor escuta, compreende e responde.

Um perdedor somente espera uma oportunidade para falar.

7 - Um vencedor estende sua mão para ajudar.

Um perdedor encolhe sua mão e fecha seus olhos para seu próximo.

8 - Um vencedor respeita aqueles que são superiores a ele e trata de aprender algo com eles.

Um perdedor resiste aqueles que são superiores a ele e trata de encontrar seus defeitos.

9 - Um vencedor se sente responsável por algo mais que somente o seu trabalho.

Um perdedor não colabora e sempre diz: "Eu somente faço o meu trabalho."

10 -Um vencedor diz: "Deve haver melhor forma de faze-lo..."

Um perdedor diz: " Esta é a maneira que sempre fizemos".

11 -Um vencedor muda seu comportamento.

Um perdedor diz: Eu nasci assim, vou morrer assim, todos que me aceitem como sou.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Lula e PT: Muitos Erros Pra Contar

Quarta-feira é o dia do esclarecimento. Toda semana, no mesmo dia fico esperando começar “As Meninas do Jô”, com todo aquele papo sem “politiquês”. A situação política do país, os incidentes históricos são colocados de forma resumida, objetiva e clara. Seria mais interessante ainda colocar os políticos nessa roda e fazer com que eles respondam as perguntas dessas divas do jornalismo nacional.

Enfim parece que o Senado está se movimentando. Aprovada por 10x4 a abertura do processo que vai julgar o Renan Boiadeiro por quebra de decoro parlamentar, possibilitando a sua cassação após discursos eufóricos, tanto dos defensores do nosso pecuarista, quanto daqueles que queriam a sua cabeça na bandeja.

É claro que a opinião pública, motivada pelas matérias da Veja, do Jornal Nacional e tantos outros meios de informação, prevaleceu nesse momento. Afinal com o voto aberto qual deles seria besta de votar a favor de Renan? Estes senadores estão longe de serem santos, mas com a pressão política exercida pelas revelações realizadas em toda a imprensa, fica difícil não ter que mostrar serviço.

Pelo que entendi, segundo a explicação da minha querida e admirada Lúcia Hipólitto o Senado, também conhecido como “Casa Alta”, tem a função de validar, sejam as indicações do executivo para cargos como embaixadores, ministros, presidente do banco central, seja a realização da análise das leis elaboradas pela Câmara dos Deputados. Ocorre que nunca houve uma responsabilidade muito grande no que tange às aprovações do executivo, até porque na minha humilde opinião, eles não tem como sabatinar ninguém porque eles mesmos não tem noção da responsabilidade do cargo que ocupam.

Não posso negar que somente a aprovação desse processo já me deu certo ânimo quanto ao senso de justiça que pode ser aplicado a este infeliz. Mas o que ainda me choca é que pesam mais duas acusações confirmadas e uma terceira que apareceu e já está sendo apurada. E ele ainda quer continuar presidindo a casa legislativa que tem maior peso nas decisões do Estado ?

Caso ele seja cassado nessa primeira acusação, os outros processos serão arquivados, pois ele não poderia ser cassado duas vezes, contudo eles podem correr sob outras instâncias.

Enquanto isso, o Presidente do Brasil se dispõe a tecer comentários que banalizam a crise do seu governo na assembléia realizada pelo PT. Considerando “erros” todas as acusações de corrupção, seja ativa ou passiva realizada por membros da sua equipe de governo direta e pelos seus companheiros de partido presentes na bancada governista. Ora, erro? Quer dizer que agora roubar, corromper, distorcer a máquina pública à seu bel prazer é apenas um erro? Caixa dois não é mais crime se for praticado pelos membros do PT? São essas boçalidades que os brasileiros que ainda apóiam esse governo caótico não querem enxergar.

Em cima de toda essa crise ainda surge a expansão do programa bolsa família para os menores entre 15 e 17 anos que estejam na escola. Mais um monte de gente ganhando dinheiro sem trabalhar, vivendo à custa dos impostos que a classe média se vê extorquida. Tudo isso motivado por um discurso populista com intuito de promover as eleições do candidato do governo daqui a três anos e meio aonde essas crianças já terão passado dos 16 anos e poderão votar no continuísmo dessa corrupção toda.

Como se fosse pouco, ainda se cogita a possibilidade de montar uma assembléia constituinte estritamente para uma reforma política na constituição, que vai rever cláusulas pétrias como, por exemplo, um terceiro mandato para o presidente (ai que medo de virar uma Venezuela), o fim do Senado tornando o governo unicamaral, entre outras coisas. Enquanto na realidade o que nós precisamos de forma mais urgente é uma reforma tributária, para gerar mais empregos e melhores salários. Uma política econômica que não ficasse restrita ao controle da taxa de juros para manter a inflação baixa. Inflação esta que está baixa estatisticamente, mas que no bolso do trabalhador continuar influenciando aos valores de tudo que compõe a sua vida desde alimento até transporte.

Enquanto isso paramos de falar do caos aéreo, das condenações do STF na semana passada, do acidente de trem no Rio de Janeiro, da invasão do Morro do Macaco, na Tijuca (RJ), do homem que morreu de enfarte após ser diagnosticado com asma, da moça que morreu grávida por falta de atendimento não conseguiu ter o filho... Enfim, são tantos assuntos negativos que permeiam a história desse governo que continuar a fingir que está bem na foto, que nem mais 15 Maracanãs de vaias conscientizariam a estes imbecis que a coisa não está tão boa quanto se pensa.

Enfim, vamos ver o que Senado ainda vai aprontar.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

7 - O Musical (Excelente !!!!)


"Em um Rio de Janeiro encantado, era uma vez sete mulheres. Uma delas, Amélia, se vê trocada por uma moça mais nova e mais bela. Aconselhada por sua madrinha, ela recorre a uma cartomante, que promete trazer de volta a pessoa amada em sete dias. Para tanto, seria preciso cumprir sete tarefas. A última: arrancar o coração do peito de um jovem virgem." (Debora Ghivelder, 29/08/2007 - Veja Rio)

Esse é o enredo do musical que pude assistir no último domingo,no Teatro João Caetano, aqui no Rio de Janeiro. A produção é de Charles Möeler e Cláudio Botelho, com música de Ed Motta. No elenco estão Rogéria, Zezé Motta, Ida Gomes, Alessandra Verney, Gotsha, Eliana Pittman, Alessandra Maestrini entre outros. É um musical com elenco essencialmente feminino, os homens apenas atuam como coadjuvantes sem perder a sua importância.

A protagonista da peça fica por conta do excelente trabalho de Alessandra Maestrini. Ela vive Amélia, a mulher abandonada. O elenco é perfeitamente afinado,o que é melhor é que não é a primeira vez que Zezé Motta, Rogéria e Gotsha cantam nos palcos, isso facilita muito as coisas. Na realidade a peça não conta com mocinhos e nem bandidos, as partes se misturam de uma forma que somente alinham ainda mais a divisão tênue entre o amor e ódio.

O roteiro cria um parelelismo entre a história de Amélia e da Branca de neve. Aonde a Amélia passa por quase todas as personalidades dos personagens da história. Mas quem pensa que está indo assistir uma versão adulta do conto infantil, está absurdamente enganado.

O texto é muito bem elaborado e o roteiro possui o continuísmo perfeito, mesmo quando vai ao passado e retorna ao contemporâneo, contudo a música entedia. Eu sou fã do estilo: musical, seja no teatro, seja no cinema, mas nesse espetáculo parece que a música não contribui muito para contar a história, chega a ser meio que um fundo musical, como o de uma novela (aonde se você trocar uma música romântica, por outra romântica numa cena de amor, não vai haver grande diferença). Torno a dizer, as atrizes estão perfeitas nas suas interpretações e as cantam as suas canções afinadamente, contudo o problema parece estar nas letras."

O figurino está perfeito e a cenografia no estilo gótico/dark estão excelentes. As atuações impecáveis e a história ainda tem um desfecho surpreendente (entregue nas mãos da veterana Ida Gomes que fez muito bonito durante os dois atos do musical). Fiquei muito satisfeito com o resultado ainda mais para uma produção brasileira aonde o estilo não é muito valorizado. Mas no caso de "7 - O Musical" funcionaria melhor ainda se não fosse um musical. Talvez a dupla Cláudio Botelho (letras) e Ed Motta (música) não tenha alcançado a química perfeita para o espetáculo.

Altamente recomendado para os amigos de plantão

Vou encerrar com a frase de Möeller sobre a visão dele da peça que eu achei que cabe realmente com a perspectiva do espetáculo:" O que levou a rainha má ao extremo de pedir o coração da Branca de Neve?", acrescento ainda: Inveja? Loucura? Insegurança?

Assista ao musical e tire suas próprias conclusões.

sábado, 1 de setembro de 2007

Minha Nostalgia com a Nega.

Que já teve a oportunidade de ouvir o novo CD da Luciana Mello, com certeza vai entender bem o que eu quero dizer nesse post. Há tempos curto esta cantora, mas com certeza "Nega", seu último lançamento é o manjar da música atual.

É possível encontrar o talento dela em todas as faixas e até mesmo a regravação de "Only You" ganhou um novo sentido na voz melodiosa e aveludada dessa intérprete.

Sempre admirei os artistas pela sua versatilidade e capacidade de inovar e isso é encontrado facilmente no trabalho de Luciana. Não se pode dizer que ela evoluiu, mas sim que "versatilizou", pois acredito que não há o que evoluir numa voz tão gostosa e simples. É algo que se pode ouvir repetidamente, desde a época de "Assim Que Se Faz" que teve até mesmo versões remix tocando na balada carioca.

Nesse álbum novo ela mostra as suas qualidades quando vai do Jazz ao samba com um timbre naturalmente suave, sem perder o balanço que estes estilos merecem. As músicas transmitem uma elegância sutil, pronto pra escutar num jantar com amigos ou numa festa zueira.

Realmente não dá pra perder: "Na veia da nega corre o sangue bom do bem..." e em todas as faixas que compõe esse álbum, mas pra mim "Rosas e Mel" transmite uma paz muito grande falando de amor e do que podemos fazer pelas pessoas, sem a necessidade esperar algo em troca. Diferente do que vivemos hoje em dia, aonde as pessoas sempre esperam que algo em troca por um simples toque carinhoso ou uma palavra mais doce.

Ouvindo o CD, senti um clima meio nostálgico, aquela lembrança de quando se amava tão espontaneamente sem precisar esperar nada. Era uma época aonde éramos surpreendidos com declarações de amor, com sentimentos tão visíveis que a segurança de um grande amor parecia inabalável. Hoje quando olhamos a nossa volta, na grande maioria, temos o ressecamento desses momentos, aonde as pessoas não se sentem a vontade de declarar o seu próprio amor e pior, ainda não sabem como receber palavras de carinho a seu próprio respeito.

Talvez o mundo não seja realmente mais dos românticos, ou dos amigos verdadeiros, ou dos sentimentos explícitos. Seja uma fase de egoísmo, egocentrismos e todos os "egos" e seus sufixos. As lágrimas que muitas vezes demonstravam a verdade nos olhos, hoje só servem para comover e demover idéias com as quais não se concorde. É muito difícil sentir o complemento porque as pessoas não estão tão dispostas a completar as outras como gostariam de ser completadas.

As coisas mudam, mas uma única coisa continua no seu mesmo lugar: a solidão. Esta é fixa, querendo ou não vamos passar por momentos que sugiram pequenas sensações desse dado etéreo, em outros momentos vamos sentí-la propriamente dita. Mas o pior é que o aprendizado não surge mesmo diante do que vivemos, do que precisamos.

Particularmente, apesar dessa mencionada nostalgia e de uma certa "deprê", acho que ouvir essas músicas me fazem valorizar o que já tive de melhor, o que pude, posso, e vou oferecer a quem quiser me receber como tal parceiro de caminhos concretos para a felicidade. Sem parece com a estrada dos tijolos amarelos da Doroty (rs).

Encerrando ouvindo: "Igual Ao Teu Beijo”