Que já teve a oportunidade de ouvir o novo CD da Luciana Mello, com certeza vai entender bem o que eu quero dizer nesse post. Há tempos curto esta cantora, mas com certeza "Nega", seu último lançamento é o manjar da música atual.
É possível encontrar o talento dela em todas as faixas e até mesmo a regravação de "Only You" ganhou um novo sentido na voz melodiosa e aveludada dessa intérprete.
Sempre admirei os artistas pela sua versatilidade e capacidade de inovar e isso é encontrado facilmente no trabalho de Luciana. Não se pode dizer que ela evoluiu, mas sim que "versatilizou", pois acredito que não há o que evoluir numa voz tão gostosa e simples. É algo que se pode ouvir repetidamente, desde a época de "Assim Que Se Faz" que teve até mesmo versões remix tocando na balada carioca.
Nesse álbum novo ela mostra as suas qualidades quando vai do Jazz ao samba com um timbre naturalmente suave, sem perder o balanço que estes estilos merecem. As músicas transmitem uma elegância sutil, pronto pra escutar num jantar com amigos ou numa festa zueira.
Realmente não dá pra perder: "Na veia da nega corre o sangue bom do bem..." e em todas as faixas que compõe esse álbum, mas pra mim "Rosas e Mel" transmite uma paz muito grande falando de amor e do que podemos fazer pelas pessoas, sem a necessidade esperar algo em troca. Diferente do que vivemos hoje em dia, aonde as pessoas sempre esperam que algo em troca por um simples toque carinhoso ou uma palavra mais doce.
Ouvindo o CD, senti um clima meio nostálgico, aquela lembrança de quando se amava tão espontaneamente sem precisar esperar nada. Era uma época aonde éramos surpreendidos com declarações de amor, com sentimentos tão visíveis que a segurança de um grande amor parecia inabalável. Hoje quando olhamos a nossa volta, na grande maioria, temos o ressecamento desses momentos, aonde as pessoas não se sentem a vontade de declarar o seu próprio amor e pior, ainda não sabem como receber palavras de carinho a seu próprio respeito.
Talvez o mundo não seja realmente mais dos românticos, ou dos amigos verdadeiros, ou dos sentimentos explícitos. Seja uma fase de egoísmo, egocentrismos e todos os "egos" e seus sufixos. As lágrimas que muitas vezes demonstravam a verdade nos olhos, hoje só servem para comover e demover idéias com as quais não se concorde. É muito difícil sentir o complemento porque as pessoas não estão tão dispostas a completar as outras como gostariam de ser completadas.
As coisas mudam, mas uma única coisa continua no seu mesmo lugar: a solidão. Esta é fixa, querendo ou não vamos passar por momentos que sugiram pequenas sensações desse dado etéreo, em outros momentos vamos sentí-la propriamente dita. Mas o pior é que o aprendizado não surge mesmo diante do que vivemos, do que precisamos.
Particularmente, apesar dessa mencionada nostalgia e de uma certa "deprê", acho que ouvir essas músicas me fazem valorizar o que já tive de melhor, o que pude, posso, e vou oferecer a quem quiser me receber como tal parceiro de caminhos concretos para a felicidade. Sem parece com a estrada dos tijolos amarelos da Doroty (rs).
Encerrando ouvindo: "Igual Ao Teu Beijo”
Um comentário:
Olha! Na veia desta Nêga corre muita coisa. Eu ouvi o Cd da Luciana Mello há algum tempo e gostei muitttooo. Para mim, embora ainda seja difícil de termos certeza, acredito que Luciana será uma daquelas vozes que certamente ficará. Adorei mesmo!!!!
P.s> Saudades de ti hein mocinho!
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