segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ela é a poderosa


Uma patricinha rebelde da cidade grande é levada para o interior para se submeter as regras de uma avó dominadora que já havia afastado a própria filha por causa das suas regras de conviência. Neste ínterim as relações são desvendadas e situações descobertas na tentativa de dar um gás ao roteiro, porém a disposição dos fatos não empolga. Os valores morais, como sexo antes do casamento, pedofilia, são altamente questionados no filme com o intuito de direcionar o espectador a ficar completamente perdido entre o que é verdade e mentira da história toda. A mãe da jovem conta com casamento aparentemente feliz, mas que vai acabar se tornando o pivô de todos questionamentos das relações entre as mães e as filhas.

O filme é bastante cansativo, pouco se identifica do que os traillers e o próprio cartaz se propõem. Todos os traillers do cinema sobre esse filme, remetem a uma comédia cujo nome original é “Geórgia Rulles”, tentam até mesmo criar uma relação com “A Sogra”, tendo em vista que os dois tem a mesma protagonista: Jane Fonda, apesar de nesse filme ela ficar um pouco de lado. Contudo, “Ela é a Poderosa” é um drama suave, com alguma dose bom humor.

O elenco conta ainda com Felicity Huffman (Desperate Housewives) e Lindsay Lohan (a nova drogadinha da américa). A história é mau aproveitada, conta com várias cenas quase paradas e proporciona um certo sono, principalmente se você espera grandes atuações.

Não há muito o que comentar sobre ele, somente que é uma decepção atrás da outra, depois das grandes atuações tanto de Jane Fonda em “A Sogra”, quanto de Felicity Huffman em “Transamérica”. Poderia ser melhor se não fosse Lindsay interpretando ela mesma na tela do cinema no que diz respeito ao comportamento.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Aos 13...


Seria bom se o final não fosse tão fraco.
É mais um daqueles filmes que tratam da temática adolescente em relação às companias e seus ídolos. Tracy é uma menina tranqüila, ainda com um pouco infantil, justo da sua pré-adolescência, mas identifica em Eve, a menina mais desajustada e popular da escola como uma referência visual que posteriormente vai influenciar até mesmo o seu próprio caráter. Em contra-partida Mel (Holly Hunter), apesar de um passado com envolvimento com drogas é uma mãe consciente que corre atrás dia a dia para sustentar os dois filhos criando-os num ambiente amigável e tranqüilo. Apesar de não serem ricos a imagem é da família que vive o sonho americano.
Aparentemente Mel, apesar de não ser o papel principal do filme parece ser o personagem mais bem elaborado do filme, pois apesar de tudo que acontece no decorrer da história, ela não demonstra arrependimento de ter criado os filhos sem repressões. Contudo Evan Rachel Wood, como Tracy, parece estar vivendo realmente a vida do personagem, suas atitudes remetem realmente a uma pré-adolescente se envolvendo com tantas coisas que lhes fazem amadurecer mais rápido. Há várias conotações no filme que devem ser observadas, mas o roteiro denso demais precisa de maior atenção e pode até emocionar principalmente nos embates entre mãe e filha.

A história é bem dramática e o roteiro bem amarrado, contudo a parte técnica das filmagens com câmeras desfocadas (talvez intencionalmente) e flashes confusos deixam a desejar na produção como um todo.

O que alimenta amizade entre Eve e Tracy é a cumplicidade que ela deixou de ter com a mãe quando se identificou com alguém que ela idealizou com a garota perfeita. Em alguns momentos da trama, tenta-se atribuir a revolta de Tracy com o abandono do pai, mas é tão sutil que chega a ser sem importância para a grandeza do filme.
Merecia um final mais grandioso, algo que não tentasse remeter a realidade, pois as situações são altamente particulares e precisariam de um tratamento adequado dos diálogos para que a última cena não parecesse tão dispensável.

Bem, mas acima de tudo é um filme para os pais assistirem com os filhos ou os filhos assistirem com os pais...
7 seria uma boa nota !

terça-feira, 10 de julho de 2007

Pan do Brasil ???


É engraçado como toda essa propaganda dos Jogos Pan-americanos me deixa irritado. Que história é essa de PAN do Brasil? O PAN é do Rio de Janeiro, não tem porque querer se atribuir todo o trabalho para esse evento a outras cidades que sequer vão passar pelo que os cariocas vão passar, no máximo tiveram aquela tocha passando pela cidade, nada mais.

Ficam as questões: Qual é a cidade que vai ter o seu trânsito transformado num caos por causa das faixas seletivas para a circulação das comitivas? Qual a cidade que vai ficar lotada de turistas fora de época querendo assistir a estes eventos? Qual a cidade cujos moradores vão ter problemas para chegar às suas próprias casas, principalmente se estas forem próximas a algum desses estádios recém criados? Qual a cidade cujos moradores tiveram até mesmo que oferecer moradia para turistas e atletas, pois não há acomodações suficientes nos hotéis?

Chega a ser engraçado ter que ler que o PAN é do Brasil, quando a única cidade sacrificada será o Rio de Janeiro, pois os lucros do comércio e do turismo, como sempre não serão revertidos em benefício dos seus habitantes. Sinceramente não admito essa demagogia toda, se o evento vai ter que existir então é o evento da cidade do Rio de Janeiro e não do Brasil inteiro. Quem não nasceu carioca, lamente e aproveitem a estadia para curtir o circo que foi criado para receber as comissões esportivas e toda a parafernalha construída para isso.

Por que construir um novo estádio, moderníssimo no subúrbio e não casas populares com o mesmo dinheiro e espaço. O esporte tem lá a sua importância para a cultura, mas com certeza o Rio de Janeiro tem outras prioridades às quais os governantes parecem não reconhecer. O Rio que é a capital da beleza está na Zona Sul e Barra da Tijuca (em alguns pontos), o subúrbio continua abandonado há tempos e assim vai continuar sendo pelo jeito. Enquanto se promovem mega-eventos esportivos, a população continua baixando a cabeça para um governo que tem a política do “pão e circo”.

Sinceramente é absurdo perder a prioridade para receber um bando de atletas que vão comer e beber de graça à custa de patrocínios e apoios que deveriam ser revertidos em prol de quem realmente deveria ser mais importante: o povo do Rio de Janeiro. O que é mais incrível é que mesmo que não ganhe medalhas, ou alcancem seus objetivos nada muda vão continuar comendo de graça, passeando como se não estivessem a trabalho.

A população que aceita essa política do “pão e circo”, ainda gasta seu suado (ou não) dinheiro na compra desses ingressos para prestigiar esse mega-espetáculo, cuja renda vai ser revertida para os bolsos de mais uma dúzia de Renan Calheiros da vida. Sinceramente, o PAN é um sinônimo da hipocrisia, demagogia, que vai desviar a nossa atenção (como sempre) dos principais problemas da cidade reforçando o slogan de cidade maravilhosa, mesmo com o Complexo do Alemão em meio a uma operação estratégica das forças policiais e queimando o pavio de uma bomba pronta a explodir a qualquer momento. Mas os estilhaços não vão chegar a VILA do Pan.

O PAN é do Rio sim, quisera não ser, mas é. E ainda temos que piorar a qualidade de vida da hora do rush cedendo uma faixa das principais vias de circulação da cidade para a família do PAN, que eu não faço a menor questão de pertencer às custas de um sacrifício tão grande.

domingo, 8 de julho de 2007

Ventos e Tempestades


Vamos celebrar a vida. Vamos comemorar a nossa existência. Tudo o que pensamos, sentimos, desejamos se reflete no que o destino realiza para a nossa existência. Quase sempre esbarramos em percalços que nos conduzem a descrença, a certo nível de depressão que faz com que comecemos a sentir pena de nós mesmo e nada é mais abominável que isso.

É claro que não estou pregando aquele otimismo idiota e nem o conformismo, mas na transformação das coisas. A partir do momento que conseguimos pensar com mais clareza e sem rancor, conseguimos enxergar os desafios do futuro e nos prepararmos para eles. Lembranças sempre existirão, mas ao invés de servirem como fonte de lamentações que sejam na realidade a experiência viva para que não passemos por tudo novamente.

Precisamos desabafar com freqüência para não explodirmos com tantas coisas que rondam a nossa cabeça, mas temos que ter a sorte de fazer isso com a pessoa certa, para que possamos receber as palavras certas e ao invés de nos sentirmos mal com tudo, consigamos traçar uma direção para se erguer novamente. Poucas atitudes simbolizam o que nós queremos realmente. Valorizar a opinião do próximo. Debater um tema sem que isso gere um desentendimento. Questionar valores sem menosprezá-los. Alimentar esperanças, mas não iludir os esperançosos. Criar sempre formas de crescer física, emocional e mentalmente. Para isso recebemos o dom do raciocínio.

Não adianta pensar que amanhã você pode fazer alguma coisa. Precisamos pensar no porque não podemos fazer agora. Nada de adiar. Nada de apressar. Respeitando o tempo sem “empurrar com a barriga”. Ou seja, cada momento precisa ser vivido como se fosse o último sim, mas sem perder o senso de responsabilidade, sem perder o senso de humanidade e sem perder o senso de respeitabilidade que nos leva a condição de seres humanos. Somos cheios de tantos valores que às vezes esquecemos do quanto somos importantes. Cada um de nós, naquilo que fazemos. Somos peças de um quebra cabeças que precisam sempre se encaixar, mas que nunca completam o brinquedo.

Enfim o momento é de pensarmos no amanha, vivendo o presente usando a experiência do passado. Não somos únicos, mas somos exclusivos naquilo que fazemos, mas é importante saber que ao perceber os valores eles não nos subam à cabeça. Foi importante pra eu acordar e ver que todas essas coisas estavam lá e por sempre me preocupar primeiro com os outros e depois comigo nunca consegui as ver claramente.

É preciso estabelecer um senso de prioridade para tudo que vivemos na vida. O amor deve estar sempre em primeiro lugar, mas nunca pode suplantar o desejo de viver, de crescer, de caminhar sozinho. Não há egoísmo nisso. Há sim, uma perspectiva de vitória, de sabedoria na hora das decisões, de liberdade na hora de sentir e se não houver amor naquele finito momento, uma hora ele surgirá garboso, grandioso, quiçá eterno.

E é por isso que eu peço todas as noites: Que os pensamentos negativos que rondam o meu ser sejam banidos pelos ventos da vitória e que meu coração seja sempre lavado em uma água de uma tempestade de sentimentos para sempre sobreviver a todas as intempéries dos raios e trovões nela contidos.

Somos assim, por vezes incompreensíveis, por vezes crédulos, por vezes tristes, mas só podemos esperar dos outros aquilo que nos podem oferecer, mas esperar da vida que ela complete-nos a todo amanhecer.