domingo, 8 de julho de 2007

Ventos e Tempestades


Vamos celebrar a vida. Vamos comemorar a nossa existência. Tudo o que pensamos, sentimos, desejamos se reflete no que o destino realiza para a nossa existência. Quase sempre esbarramos em percalços que nos conduzem a descrença, a certo nível de depressão que faz com que comecemos a sentir pena de nós mesmo e nada é mais abominável que isso.

É claro que não estou pregando aquele otimismo idiota e nem o conformismo, mas na transformação das coisas. A partir do momento que conseguimos pensar com mais clareza e sem rancor, conseguimos enxergar os desafios do futuro e nos prepararmos para eles. Lembranças sempre existirão, mas ao invés de servirem como fonte de lamentações que sejam na realidade a experiência viva para que não passemos por tudo novamente.

Precisamos desabafar com freqüência para não explodirmos com tantas coisas que rondam a nossa cabeça, mas temos que ter a sorte de fazer isso com a pessoa certa, para que possamos receber as palavras certas e ao invés de nos sentirmos mal com tudo, consigamos traçar uma direção para se erguer novamente. Poucas atitudes simbolizam o que nós queremos realmente. Valorizar a opinião do próximo. Debater um tema sem que isso gere um desentendimento. Questionar valores sem menosprezá-los. Alimentar esperanças, mas não iludir os esperançosos. Criar sempre formas de crescer física, emocional e mentalmente. Para isso recebemos o dom do raciocínio.

Não adianta pensar que amanhã você pode fazer alguma coisa. Precisamos pensar no porque não podemos fazer agora. Nada de adiar. Nada de apressar. Respeitando o tempo sem “empurrar com a barriga”. Ou seja, cada momento precisa ser vivido como se fosse o último sim, mas sem perder o senso de responsabilidade, sem perder o senso de humanidade e sem perder o senso de respeitabilidade que nos leva a condição de seres humanos. Somos cheios de tantos valores que às vezes esquecemos do quanto somos importantes. Cada um de nós, naquilo que fazemos. Somos peças de um quebra cabeças que precisam sempre se encaixar, mas que nunca completam o brinquedo.

Enfim o momento é de pensarmos no amanha, vivendo o presente usando a experiência do passado. Não somos únicos, mas somos exclusivos naquilo que fazemos, mas é importante saber que ao perceber os valores eles não nos subam à cabeça. Foi importante pra eu acordar e ver que todas essas coisas estavam lá e por sempre me preocupar primeiro com os outros e depois comigo nunca consegui as ver claramente.

É preciso estabelecer um senso de prioridade para tudo que vivemos na vida. O amor deve estar sempre em primeiro lugar, mas nunca pode suplantar o desejo de viver, de crescer, de caminhar sozinho. Não há egoísmo nisso. Há sim, uma perspectiva de vitória, de sabedoria na hora das decisões, de liberdade na hora de sentir e se não houver amor naquele finito momento, uma hora ele surgirá garboso, grandioso, quiçá eterno.

E é por isso que eu peço todas as noites: Que os pensamentos negativos que rondam o meu ser sejam banidos pelos ventos da vitória e que meu coração seja sempre lavado em uma água de uma tempestade de sentimentos para sempre sobreviver a todas as intempéries dos raios e trovões nela contidos.

Somos assim, por vezes incompreensíveis, por vezes crédulos, por vezes tristes, mas só podemos esperar dos outros aquilo que nos podem oferecer, mas esperar da vida que ela complete-nos a todo amanhecer.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito motivador. Show de bola !

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