Participei de um processo seletivo para uma empresa e me pediram uma redação sobre o tema proposto no título acima, aí saiu alguma coisa parecida com esse texto abaixo.: Na realidade esta é uma questão difícil de ser respondida. Quando lançamos um produto ou serviço no mercado tendemos a ceder a todas as perspectivas para conseguir atender ao máximo a toda a necessidade do público e conquistá-lo de forma eloqüente para que não deixe de ser fiel, utilizando sempre as qualidades e os benefícios disponíveis. Mas com o tempo, enquanto a carteira aumenta, acabamos nos esquecer de reforçar a nossa própria marcar de qualidade.
Muitas vezes é preciso que sejamos altamente persuasivos para entender o lado do cliente, sem contrariá-lo, pensando em conceder-lhe uma exceção, ressaltando que não poderá ser feito de novo. E embora saibamos que com certeza se concedermos uma vez ele vai retornar e pedir novamente, temos que ser suscetíveis as suas necessidades.
Algumas organizações já trabalham com um conceito chamado “Regra do Patrão”, que se baseia no slogan: “ 1º passo: O cliente sempre tem razão; 2º passo: Se o cliente não tiver razão, retorne ao 1º passo.”. A princípio pode parecer meio sem sentido, mas na realidade esse conceito se utiliza da satisfação para que o cliente seja mais compreensivo.
Antes de respondermos a pergunta: “O cliente sempre tem razão?”, temos que pensar em responder uma outra: “O cliente tem satisfação ?”. Um cliente satisfeito é mais compreensivo, consegue entender os pontos de vista da empresa sobre outro ângulo e sem dúvida vai estar mais disposto a ouvir as argumentações sobre a sua expectativa não ser atendida naquele momento.
É preciso que cada caso seja mapeado e dentro de uma verossimilhança seja possível que a empresa ou organização faça a adequação as necessidades e realidades dos seus clientes. Um cliente satisfeito tem tanta razão quanto o insatisfeito, mas a diferença se encontra no percentual de tolerância às divergências.
O “Não” é mais negativo do que parece e causa impacto em qualquer diálogo, mas para que a situação de negação possa ser amenizada, antes disso é preciso que o cliente seja esclarecido de alguns critérios da empresa e algumas necessidades que ea tem, mas que como qualquer atividade, tudo passa por um processo de evolução e reavaliação de costumes para identificar até aonde é preciso que seja feito o necessário.
Enfim, se observarmos o mercado globalizado e altamente turbulento, sem contar o quanto está prostituído. É fácil identificar as necessidades de um atendimento adequado e qualificado, uma preocupação com a opinião do cliente não somente em pesquisas, mas como reflexo de suas atividades comerciais. Conforme comentado, responda a pergunta “Meu cliente está satisfeito?”. Se a resposta for sim, será fácil convencê-lo sobre a impossibilidade de atender as suas expectativas no momento, principalmente se ela conhece todos os benefícios e vantagens de ser cliente, mas que tudo será estudado para um futuro de acordo com as possibilidades da empresa (e deve ser estudado mesmo). Se a resposta for não, o fato ter dele razão ou não, não importa. Ele não conseguirá entender as suas propostas, se não conseguir enxergar as sua qualidade como fornecedor. É preciso, antes de mais nada, questionar sempre a própria qualidade.
