Aí me pego assistindo alguns jornais como o do SBT com um Hermano alguma coisa e me dou conta do quanto a Fátima Bernardes faz falta. Hoje em dia parece que virou moda que os jornalistas expressem a sua opinião no momento que estão apresentando alguma matéria ou reportagem.O mais engraçado é que também assistindo a Rede TV foi possível perceber a mesma situação. O apresentador do jornal, ao fim de uma matéria onde o atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, falava sobre a atuação da polícia nas favelas cariocas e comentava que se ainda havia balas e armamentos a polícia ia continuar. Corta para o estúdio, o apresentador comenta: “Já estou ouvindo isso há alguns dias” ou algo parecido.
Entendo que uma coisa é você comentar o assunto de forma imparcial, se referindo as matérias já apresentadas em outros momentos, como se fosse um referencial histórico, mas não concordo que soe como opinião própria. O jornalista, como profissional deve manter a sua imparcialidade diante do assunto para não conduzir a opinião pública.
Hoje é moda e são poucos os jornalistas que mantém uma linhagem ética. Observo os telejornais e querendo ou não, os apresentadores de todos os jornais da Rede Globo hoje não apresentam essa característica. Sempre que há alguma referência a outras matérias com a idéia de confrontar com a matéria atual. As manipulações da notícia acabam surgindo de outra forma.
Em todos os aspectos precisamos ser bastante observadores quando se trata de condução de opinião. De uma forma geral a mídia influencia na capacidade que temos de elaborar as nossas próprias idéias sobre os assuntos, ainda mais quando lidamos com esse tipo de profissional que não deveria atuar no campo de telejornalismo.
Para formarmos as nossas opiniões devemos sempre agregar várias fontes de informação, conciliar idéias e discutir com pessoas para assimilar pontos de vista. É essencial que tenhamos maturidade para enxergar e criar a nossa própria linha de raciocino ou mesmo nos identificar com alguma já existente.
Os meios de mídia devem servir para informar e não para influenciar. Da forma que algumas matérias são conduzidas, as coisas parecem não ter regularidade nunca. Se um inocente morre de bala perdida, a culpa é da polícia que provocou o tiroteio, mas se uma gangue desce o morro para fazer uma blitz falsa, a culpa também é da polícia que não atua. A idéia não é discutir essa afirmação, mas cada um desses telejornais leva sempre a acreditar no que eles querem e nós temos que ser sensatos para filtrar e ignorar os comentários sem sentido desses jornalistas ou a manipulação das idéias propostas por eles.
Temos que ter preocupação de enxergar além. Hoje as pessoas acham que pagar R$ 1,00 para o governo fornecer remédios é uma vantagem do governo atual. Mas os remédios não deveriam ser fornecidos gratuitamente pelos hospitais públicos? Alguém leu que a cesta básica caiu de 25 para 15 itens? E quanto a lei enviada pelo nosso presidente para o congresso, reduzindo a aposentadoria das mulheres que não tiverem filhos em até 50%?
São pontos que os jornais não comentam insistentemente. E que nas mãos de maus jornalistas podem gerar uma comoção nacional ou mesmo passar despercebido de forma negligente.
Precisamos estar atentos e sempre em aprendizado, mas nunca manipulados...
Meu conselho? Ouça Lúcia Hippólito na rádio CBN, ou leia Uol News. Por ser uma renomada analista política, o programa dela é sensacional e ela tem uma visão mais ampla do que as limitações dos jornalistas televisivos.
Como diz um provérbio chinês:
“O burro não aprende nunca.”
“O inteligente aprende com as próprias experiências”
“O sábio aprende com as experiências dos outros.”
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