
Quais são os verdadeiros limites da razão ?
Uma mãe que não sabe nadar e mergulha para salvar seu filho do afogamento ?
O pai que enfrenta os traficantes para tirar o filho das drogas?
O namorado que lança ácido no rosto da namorada por ciúmes ?
Que limite é esse?
É o limite do início da razão ou do final dela?
A forma como atuamos no nosso dia a dia só reflete o limite da nossa razão quando passamos por uma situação desesperadora?
E quem deu esse limite?
Aonde ele começa e aonde ele termina?
Por ser subjetivo demais acaba ficando quase impossível explicar ou tentar mensurar, mas a verdade é que fazemos qualquer coisa principalmente por aqueles que amamos. Ultrapassamos barreiras, lutamos até estarmos satisfeitos com a vitória que conquistamos.
É claro que a mãe que salvou o filho não sabe se ele vai ser uma boa pessoa ou mesmo um bom filho, ela espera que sim. Contudo seu instinto materno e seu desejo de vê-lo feliz, fez com que ela não pensasse em nada para ter em seus braços aquele que saiu de dentro do seu ventre.
Os limites da razão são tão dúbios que ao relacionarmos os pontos negativos e os pontos positivos de cada explosão de hormônios, acabaremos encontrando a mesma quantidade de eventos.
O que nos leva a cometer atos insanos pelo bem amado ? Talvez a expressão maior de todos os sentimentos pudesse ser um fator de relevância, o amor. Mas que amor é esse que salva, mas que também destrói?
Estamos todos a mercê de limites que nem sabemos aonde estão, mas precisamos estar conscientes do que buscamos para nós e esperarmos dos outros apenas que saibam que nós buscamos ver a felicidade em conjunto.
Nem sempre é fácil encarar todos os desafios e manter o sangue frio. Uma atitude insensata pode realmente por tudo a perder. É como olhar aquilo que não podemos tocar nem mesmo com a ponta dos dedos, mas gostaríamos de ter mesmo que fosse para presentear alguém querido. É como o pai que esbofeteia o filho por falta de paciência e jura que é um corretivo para um melhor aprendizado, que na realidade nem existe.
A razão não é a causa, mas sim o efeito do que sofremos no dia a dia, nos processos de evolução ou involução dos quais somos responsáveis ou participamos. É um efeito proporcionado por nós mesmos, aonde a causa está na observação de tudo que nos rodeia para compor o nosso caráter e ter certeza que se um dia o limite da razão chegar, nossas atitudes serão construtivas, como a de salvar um filho ou libertar o ser amado das nossas condições morais e padrões que selamos quando esperamos demais de alguém.
A certeza que fica é que o limite da razão é ponto máximo aonde nossos instintos mais primitivos ressurgem buscando uma saída para compor aquilo que mais desejamos. São as asas do anjo que Deus nos deu quando nascemos, mas mantivemos guardadas por não saber usá-las e por esse mesmo motivo, quando elas surgem, continuamos na mesma.
O importante é concentrar todo esse amor que conduz a atitudes extremas em ser auto-suficiente e amar sem dependência. Amar pela existência. Amar pela admiração. Amar pela consideração. Pois na hora do afogamento as forças surgirão, mas na hora da despedida elas apenas consolarão.
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