quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Virtua-Lover

É comum, por vezes, perdermos tempo nas nuvens. Elaboramos estratégias, caminhos, buscamos alternativas para que algo se concretize.  Em algumas vezes não nos percebemos como egoístas tentando encontra algo para ser somente nosso.  Nem sempre esse algo está disponível, nem sempre fez parte dos planos, quissá fará um dia, mas mesmo assim o desafio gera um sentimento que cresce, mas ainda é jovem para se decidir. 

Há também tombos catastróficos quando a nuvem não suporta o peso dos nossos sonhos e ao perder madrugadas a fio, pensando, falando, lendo, digitando, pensando, não nos arrependemos, mas pensamos no que poderíamos ter feito de melhor. 

Essas noites, mirar aqueles olhos pelo universo de bits e bytes, trafegando a distância dos sonhos que impulsionam os olhos abertos até a hora mais tardia possível faz requerer a permissão de acesso a um coração que talvez nunca vá pertencer a quem realmente deseja pelo sentimento, pelo momento, pelo mistério que seria descobrir o que se esconde por trás daquele sorriso encantador. 

Não, não pode pensar que a maturidade é a essência do sentimento, na realidade ela é a essência da manutenção dele e depois de apreciar aquela conversa por dias seguidos ainda poder olhar e ver que dentro daquela sinceridade presente existe uma ponta de esperança deixa pelo brilho do olho pela virtualidade, ou ainda pela palavra digitada de forma certa, no momento certo, buscando conquistar e ser conquistado. 

Nem sempre um enxurrada de promessas está vinculada a conquista momentânea.  Elas podem significar algo mais. Podem significar a intenção da concessão do que nunca antes foi concedido ou que quem as oferta busca na realidade um espaço incompleto dentro de si.  Fora dos julgamentos é preciso se saber até quanto se é feliz, não é com 98,5% de estabilidade se está não tiver 100% de sentimento. E o que é pior não se pode confundir amor com gratidão. 

É pra você que agora lê e que pode se encaixar nesse texto totalmente condicional que é dedicada a mensagem que se traduz na espera, no desejo e na ansiedade de vir o brilho do sol amanhacendo através do reflexo do teu olhar ao acordar pela manhã e conceder o primeiro bom dia a quem te alisa os cabelos e beija lentamente a tua nuca. É para quem for se deixar ser protegido quando se deitar por dentro da concha só pra ter certeza que cada respiro vai soar como uma brisa acalentadora da noite dos sonhos mais profundos. Será que pode acompanahr a tradução deste texto em palavras mais objetivas como admiração, desejo, cumplicidade e companheirismo, porque estes são os passos iniciais ?

Não sei. Embora o todo te pareça recente, a intensidade de algo que nem se tocou ainda parece tornar translúcida e mais próxima qualque distância física. E você, que ainda há de se posicionar em defintivo de um dos lados da moeda ainda faz qualquer um acreditar que o mundo pode ser seu simplesmente pela força do seu sorriso.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A Boite


Não sei mais de que me valem os sorrisos soltos que deixo escapar nas noites em que observo o mundo buscando em tom sarcástico de respostas afiadas sobre pessoas ou situações que vou sentindo passar. As vezes, um olhar se torna mais evidente no meio de tantas pessoas, mas logo se percebe algo fora da normalidade se colocando como um dote superior sem quesitos de proporções que possam ser beneficamente valorizadas e ainda se escondem atrás de belezas plásticas misturando-se e fazendo perder as virtudes.


E é a partir daí que vejo o fim disso tudo. Não é nessa realidade que eu quero existir. Sei que acima de tudo, não posso perder os meus valores e ser a próxima boca de quem já beijou mais do que merecia. Tudo parece uma realidade mais do que virtual ao observar esses incansáveis bailarinos dançando sem direção ao som do compasso das batidas das drogas que alucinam as suas mentes e os fazem acreditar que são os reis dos ensaios dos embalos de sábado dançando sob uma música cansativa, alucinante e sem sentido.


E nessa dança foi-se mais uma noite de sono que esbanjei às claras, aguardando o amanhecer do dia para perceber que estava trancado numa caixa, preso a um mundo que nunca me pertenceu.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Contos do Espelho.

Eu até gosto de você, mas me irrita todas as vezes que você sente pena de si mesmo. Parece que falta-te a liberdade de escolha e cai na mesmice das escolhas rotineiras que fazem e desfazem da sua vida algo que deveria ser mais profundo.

Tua beleza está escrita nos teus olhos e há até quem a admire. Por vezes triste, por vezes arrogante, mas que passa uma sensação de segurança que você não sustenta internamente e deixa qualquer pensamento balaçar a força da tua grandiosidade. Nada é eterno, nunca vai ser na vida de qualquer um, mas tem que ter a habilidade de tornar viva a existência de cada segundo, de cada situação vivida.

Não há do que se lamentar, ainda que o lamento ronde os momentos de solidão ou incompreensão, mas você tem que alimentar a essa fortaleza e enxergar os momentos bons, enxergar as vitórias, ponderar com os fracassos e descobrir que não há média a ser feita. Não há violência maior a você do que contrariar seus princípios, mas a realidade é que você acaba com medo de vê-los contrariados e perder a rédea da situação que você mesmo construiu.

Ora meu amigo, entregue-se ao novo, empreenda, crie, pois se não consegues viver na rotina, todo esse mundinho que você mesmo criou uma hora vai te extasiar e você vai acabar saindo dele mais rápido do que entrou. O cansaço e a falta de entusiasmo já demonstram isso, você não se alimenta de vitórias, mas deixa perdida a sensação de sempre tê-las.

Hoje sou teu reflexo, amanhã serás o meu, mas o mais importante é que saibamos falar a voz da consciência o quanto mais alto diz a voz da experiência. Seja você quem for, caminhe olhando a linha de horizonte que você traçou, trazendo essa felicidade entusiasta do primeiro dia sem a dominação do tempo, espaço ou seres humanos.

Queria ententer porque pessoas mal amadas tendem ser amargas e não conseguem nunca serem felizes,talvez porque ninguém ama quem não ama a si mesmo... Você não pode se tornar isso...

Se é pra ser feliz, seja-o e deixe que as pessoas se incomodem com isso !

terça-feira, 1 de abril de 2008

Jornadas

Mais um passo e tudo parece ir bem. Tantas pessoas a minha volta que me sinto até acolhido por elas como se fosse um recém nascido. Tudo que se precisa para estar bem é sentir o calor sincero de quem se ama e a quem se mantém recíproco esse amor.

Enquanto se caminha, há muito que ver, sentir, decidir... sobre pessoas, si mesmo, situações, sobre vivências trancadas no fundo de um baú que se quer esconder, enfim tantas decisões que nos colocam contra a parede com escolhas injustas. Resta sentar, olhar pra frente, respirar fundo, levantar a cabeça e sair escolhendo, decidindo, refletindo o mínimo possível, tentanto ser prático e objetivo, pois em alguns momentos o pragmatismo pode interferir de uma forma que não se consiga levantar o pé para o próximo passo.

Foi assim que me senti e ainda me sinto a cada nova jornada. Seja ela emocional, seja profissional, seja pessoal, enfim. O momento é de não pensar muito, é de viver. Afinal de contas temos tão pouco tempo para salvar a nós mesmos dos erros que comentemos ou cometeremos que é melhor cometê-los logo e termos tempo para consertá-los e aprendê-los.

Já se viu muita coisa nesse sentido: são olhos tristes que nos convencem, olhos marejados que nos comovem, atitudes altruístas que nos emocionam, palavras de ordem que nos conduzem, que em alguns momentos, diante de cada força que cada ação dessa representa, tinha por trás de si um visgo de falsidade e intenção de controle, por vezes sútil, por outras não.

O lance agora é curtir, é errar, é correr atrás para consertar e se sentir completo por ter tudo isso e no final (se houver final) ainda encontrar aquele aconchego dos amigos que sempre estiveram lá, mesmo quando você não estava. Ainda quando você se via envolvido em outras atenções e os amigos continuavam lá compreensivos com o seu novo momento, sem cobranças. Quando você parecia trocar essa amizade por um novo objetivo e os verdadeiros amigos estavam lá. Enfim, é bom ser o "filho pródigo", mas não por voltar com arrependimento nos ombros, este não existe, mas por ser recebido tão bem como se nunca tivesse partido.

domingo, 16 de março de 2008

Musas e Iniciativa.

Ao assistir "Big Fish" houve um despertar de pensamentos que há muito estavam adormecidos. Me fez lembrar de uma frase que eu li uma vez, em algum lugar, mas que eu nunca esqueci: " Os sonhos estão para os homens, assim como as asas estão para os pássaros. Sem os sonhos, seremos eternamente pássaros com as asas quebradas."

Criar uma fantasia para tornar a vida mais glamourosa, mais viva, mais emocionante não é necessariamente um crime se isso não prejudica ninguém, principalmente se você sabe o limite entre a fantasia e a realidade. É importante entendermos a lição de todos os nossos atos proporcionam, corrigir os erros e revitalizar diariamente as nossas vitórias.

Transformar a vida das pessoas com palavras, com gestos, sonhos, criando nelas um desejo por serem livres ao ponto de poderem também enxergar a emoção que a vida os proporciona. Pra isso nos foi dado o dom da criatividade e se esse dom é incitado pelas musas gregas ou simplesmente pela necessidade de mudar um hábito, não importa. O que importa é que ela seja exercitada sempre para levantar a moral, trazer desejo por viver em um lugar melhor, num espaço melhor, construir uma história melhor e no fim de todas as coisas ser uma pessoa melhor.

Não é preciso que essa nova realidade seja vista como um ponto fixo, inerte, que a força do tempo demore tanto para mover. Com desejo, força de vontade, com o exercício da alegria é possível arrastar essa inércia, transformar tudo. É como olhar um jardim morto e não vê-lo assim, é enxergar nele a possibilidade de plantio. É ver as flores crescendo, a grama brotando e as árvores dando fruto, antes mesmo de colocar a mão na terra.

Temos tantas possibilidade de transformar as coisas, mas é preciso querer, é preciso estar disposto. Olhar a forma e já ver o bolo confeitado. É olhar o caderno e ver o livro pronto. É entrar na primeira aula e se ver concluindo o curso. É construir no pensamento como nós queremos que as coisas fiquem, cresçam e apareçam, sem pensar se vai dar certo ou não, porque com toda essa disposição, mesmo que não dê certo é porque ainda faltou disposição e vamos começar de novo. De um novo jeito, com outras sementes, com outra forma, com outro caderno, com outro curso, mas vamos alcançar o objetivo.

Essa realidade paralelamente futurística precisa de entusiasmo, iniciativa, mas acima de tudo: precisa de sonhos, muitos deles, dormindo ou acordados. É preciso sonhar e motivar todo o crescimento desse jardim que um dia criaremos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Música


Não há bom dia, boa tarde ou boa noite pra quem já perdeu a noção do tempo. Tudo corre tão depressa que a única coisa que se é capaz de sentir é a liberdade do vento soprando no rosto. A liberdade de ter tirado um peso das costas através de um trabalho intenso que vai de dentro pra fora até expulsar tudo que há ainda de ruim ou de bom sobre algo que passou.

As músicas românticas já não soam melancólicas e eu não fico mais buscando na tradução das letras qualquer semelhança com as minhas expectativas. Hoje soam apenas como palavras bonitas soltas deliberadamente por alguém que sabe juntá-las em versos bonitinhos.

É engraçado como é necessário ter estado perdido para aos poucos ir se encontrando, pedaço por pedaço: resgatando a auto estima que traz um desejo intenso de re-organizar a vida, os pensamentos, as dívidas e as vitórias. Torna-se uma necessidade de abraçar tudo com as mãos e fazer com que tudo dê certo sem perder o foco em nada, trabalhando em 1000 coisas ao mesmo tempo. É bom não ter mais necessidade de julgar ações, atitudes, caminhos, pensamentos não por mera maldade, mas por tentar proteger e tentar proteger-se do que não há proteção, chega a ser paradoxal.

Hoje vejo o tempo que perdi com coisas pequenas que nem mereciam tanto a minha atenção assim, mas eu via como a única forma de ser feliz. Enxergo tantas outras agora e a risada sai frouxa dos meus lábios, o riso corre pelos meus pensamentos e a alegria povoa todos os meus dias por ter certeza que vou ver pessoas que passam por problemas piores que os meus e contam comigo para ajudar a solucioná-los.

Hoje estou mais forte, uma fortaleza que me orgulho por ter erguido e por manter do lado de fora quem eu quero não por maldade, mas para não voltar a procurar motivos nas músicas românticas que se encaixem com as situações que vivo no dia a dia.

Me percebi feliz e é assim que vou ficar.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Oportunidades.


É bom pensar sobre a linha tênue do que é a provação e o que é a oportunidade. Será que se apaixonar por alguém, viver um amor proibido está vinculado a uma dessas duas situaçãos ? Em que momento a provação se torna oportunidade.

A reflexão sobre esse pensamento transforma certas linhas de raciocíonio em perdas éticas e confundem pensamento que uma vida cultivou como "o certo". Não que eu esteja vivendo isso hoje em dia, mas vejo quem vive um sonho de "consumo" que não vai se realizar por meras questões de justificativas vãs, mas até que consistentes.

Tudo parece que tomou um novo rumo. Deixar de viver certas coisas parecem que não soam mais como ataques graves a lealdade que senti antes. Será que alguns valores estão se perdendo? Sinceramente, se ater a virtudes convencionais vão fazer com que deixemos de concluir na vida fortes etapas que podem consolidar uma condição ou transformar algo positivamente, com objetivo de atingir a felicidade. O que pode parecer meio lúdico e estar no meio de um jogo de palavras está relacionado à fidelidade de princípios contextualizados com a dignidade. Aonde se perde ? Aonde se justifica?

Há os que pensam se apaixonar, há os que realmente se apaixonam, há os que se acostumam, há os que convergem na inércia. Há tantos tipos de relações humanas que hoje parece difícil priorizar o sentimento e se torna necessário viver o momento deixando que o sentimento cresça da forma que lhe convier. Que tome espaço, mas que nunca entre em estagnação.

E você que me olha nos olhos, que acha me enxergar mais do que sei, pense no que quer alcançar, no que quer atingir para não se iludir com o que possam conquistar. Olhares, flertes, sorrisos, carinhos discretos são provas de um ego que precisa ter a reciprocidade disso para fortalecer-se, mas talvez não preze pelo sentimento que desperta.

Enfim, importante é que no meio desses novos rumos me perco, iluminado por uma sombra azul, incerta, lampejado por um dourado tão forte que me faz pensar o que eu ainda estou fazendo comigo mesmo em meio a tantas recaídas e após momentos de euforia pela distância de algo que nem existe mais. Olho por cima dessa imensidão azul pra ver se enxergo o lampejo dourado e aos poucos com o cair da manhã vou percebendo-o surgir, como se fosse o sol atrasado.

Há sorrisos e sutis gestos de reciprocidade vindos de uma energia que eu sinto refletir nesse espaço que eu tanto observo. Sou eu ? São idéias ? São oportunidades ? São provações? Melhor nem pensar nisso. O melhor é sentir o tempo passar, o vento batendo no rosto suado quando caminho pelos dias que passam e me fortaleço numa energia que não é minha e se está surgindo , vem de onde eu nem imagino que exista.

Em breve eu voltarei a ser o sol, eu vou iluminar a imensidão azul e a sombra que essa cor reflete no meu caminho e se não for essa que sejam marrons, pretas, verdes, qualquer outra cor que precise da minha luz no prisma para se revelar.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Acordando


Temos tantas coisas pra pensar que as vezes esquecemos de pensar em nós mesmos. Nossas bases são nossos sonhos e a expectativa de realizá-los, mas tudo acontece tão rápido que acabamos colocando a nós mesmos em segundo plano.
Hoje acordei especialmente feliz por não te ter mais ao meu lado. Acordei pensando em quanto a vida foi boa pra mim por ter me feito sofrer como sofri e assim amadurecer pensamentos que até então se perdiam entre sonhos e realidade. Fiquei pensando na minha natureza dita tão catalisadora de emoções e acho que hoje, quando acordei sintonizei um sinal que me fazia feliz.
Estou tentando ficar forte novamente, é claro que preciso de esforço e auto confiança estáveis e hei de chegar lá. Preciso pensar em mim, no que eu quero, no que eu preciso, no que eu ainda pretendo ser. Preciso ser um pouco egoísta para tentar não ser tão confrontador face aos meus sentimentos. E me erguer novamente...
Sinto te dizer que o entusiasmo está voltando. Que estou sobrevivendo ao mundo sombrio que você me dedicou e o melhor de tudo, estou saindo dele. Alimentando-me dessa despedida que demorou tanto a surgir, mas que agora só vai me fazer revirar por sentir orgulho de mim mesmo. Hoje o que foi tudo passa a ser o nada, passa a receber o meu desprezo e me deixar contente por conta disso. Vou me olhar no espelho, encontrar meu caminho e ser feliz, solitário ou não, preciso fazer-me bastar e é isso que eu vou fazer.
Passo a passo, vivendo um dia após o outro, mas me sinto refeito cada vez que o vento sopra ao meu rosto a sensação de liberdade e do que sou capaz de me libertar.
Vendo "Juno", um dos filmes indicados ao Oscar 2008, pude me dar conta e me inspirar que viver um grande amor está preso ao sentimento, mas também a decisão de vivê-lo. A forma de conduzir uma situação que teria tudo pra ser dramática e até trágica, mas transformá-la em normalidade constante até que os 9 meses se curvem e a solução do problema sobressaia. Pode não levar os nove meses, afinal vão se quase 5 deles, mas já estou enxergando, lá na frente um passo tão grande que darei e pisarei com a firmeza de quem conhece o caminho.

Sinto-te só.
Paciência...
Esse problema quase foi meu... porém...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Deduções


É bom poder caminhar se pudermos enxergar o horizonte como um todo. Aquela tênue linha que parece o fim de um caminho, mas que nunca conseguimos nos aproximar dela para terminar a tal estrada. Seguimos em frente, sentindo a cada gota de suor que escorre por todos os poros, mas precisamos chegar até lá. Muitas vezes é assim que sinto a visão de tudo e ao mesmo tempo de nada, pois supomos que o fim está próximo, mas na realidade a continuidade nos faz perecer diante do cansaço e nada do tal final chegar.
Fala-se muito em andar sobre as nuves, mas atualmente ando sob elas, sob uma tempestade de pensamentos que transcrevem nos meus olhos uma tristeza incurável por não saber o que quero realmente. É a dúvida ? A inconstância ou a falta de fé na humanidade? As tais nuvens as quais simbolizam a felicidade, pois andar sobre as nuvens conota satisfação, não suportam meu peso, o peso dos meus problemas, o peso dos meus pensamentos, o peso das mágoas que eu ainda alimento por tanto motivos que não consigo elencar.
É engraçado como as coisas podem parecer turvas diante do meu olhar agora. O que talvez me fosse oferecido de bom grado está relacionando-se com uma desconfiança, com um sentimento de demérito que eu realmente não sei mais ler nas entrelinhas. Parece que o "querer" encontrar a felicidade se tornou doentiamente uma caminhada como a que enxergamos no horizonte uma falsa linha de chegada.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Andando em Círculos


Tudo parece o mesmo. São os mesmos rostos, os mesmos lugares, a mesma batida e a única coisa que parece ter mudado sou eu. Não há mais olhares lânguidos esperando pelo encontro com os meus, ou sorrisos simpáticos de alguém que não quer mais do que 5 minutos. Falta espaço para respirar e tudo o que eu enxergo está turvo sob aquela mesma fumaça que eu já percebi antes.

Aí respiro fundo e não percebo mais nada a minha volta. Me concentro nas músicas que amo, nos pensamentos aonde eu sou o herói e começo a viver uma realidade alternativa só pra que naqueles poucos minutos, que se transformam em horas eu possa me sentir mais do que um ponto de areia num quadro que pinta o deserto.


Vivo a cada dia como se um passo estivesse ficando mais lento do que o outro e os interesses não refletem a força que um dia eu tive pra chegar em algum lugar que hoje, sinceramente eu nem sei aonde fica. Surge a vontade de pontuar esse momento e criar um parágrafo após 32 anos para começar a escrever tabulado na outra linha as palavras que o inconsciente esconde embaixo de uma força que não existe mais, mas que seguro o meu sorriso mecânico no rosto, vincando as rugas que a idade já me concede.


Não, não é medo de envelhecer e nem o medo da solidão, é sim, um medo de que todos percebam que estive errado por tantas vezes em acreditar no que não existe. Por acreditar que tudo pode ser duradouro, eterno, firme, conciso, mas por fim acreditar que nada pode ser tudo isso, senão o chão com o qual friamente me defronto diariamente quando observo no espelho.

domingo, 28 de outubro de 2007

Hairspray

Há tempos não me sentia tão empolgado ao assistir a um filme. Hoje tive a oportunidade de assistir Hairspray, uma comédia musical que se passa nos anos 60. O tema abordado gira em torno da aparência das pessoas e o que a imagem pode proporcionar se desprezarmos os nossos verdadeiros talentos.

John Travolta está muito bem caracterizado de mulher no que diz respeito a maquiagem, contudo sua atuação é tão desastrada que acaba contribuindo ainda mais com o clima cômico em que se ambienta todo o roteiro.

Michelle Pfeiffer como sempre está linda, maravilhosa e melhor ainda como vilã, suas caras e bocas maliciosas realmente são ímpares.

Queen Latiffa traz novamente sua "best female voice" para o cinema e coloca tudo que tem na sua atuação, que convenhamos como atriz não convence muito, mas é perfeitamente compensada pela sonoridade que produz quando sem empolga nas canções do filme.

Zac Effron, astro de High School Musical, encarna novamente um cantor que se apaixona pela mocinha do filme, cantando ou não ao vivo para o filme não faz a menor diferença e ele interpreta muito bem Link, aparentemente mais um badboy dos anos 60, mas que no fundo se apaixona pelo diferente.

Agora, impagávelmente bem está Nikki Blonsky, a atriz que encarna a impetuosa Tracy, linda, carismática, dá ao filme o ar de ingenuidade que ele precisa. Desafiadora, se envolve com tudo que é diferente e acaba realmente fazendo a diferença.

Fazia tempo que não me sentia tão bem quando saia do cinema, assistir a Hairspray é um filme essencialmente motivador da busca pelo que é certo e a quebra dos preconceitos, que hoje não se encontram tão evidentes. Não por uma evolução social, mas pela hipocrisia de acreditar que não há preconceito.

Tá certo, o filme é meio infatil, vai até soar como um High School dos anos 60, mas a trilha sonora é tão empolgante a o roteiro tão bem amarrado pra contar mais uma vez a história que já vimos tantas vezes no cinema: a pobre menina que queria virar estrela, que vale a pena passar as 2 horas sentado acompanhando, até porque você nem sente a hora passar.

Gostei muito ! M a r a v i l h o s o !

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Não sou um grande religioso, mas...

"O senador Ernie Chambers, do estado de Nebraska, abriu um processo contra Deus no condado de Douglas.

Conhecido por críticas aos cristãos, o democrata disse no processo, que abriu semana passada, que Deus gera medo e que é responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo.

Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”. Chambers comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores. Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes. Segundo Chambers, a iniciativa foi uma forma de protestar contra o alto número de processos que são abertos pelos americanos que ele considera ridículos." Fonte: Portal G1.

Li essa matéria no portal G1 e não resisti. Convenhamos, um senador que se presta a tomar esse tipo de atitude, no mínimo não tem nada melhor pra fazer durante as suas horas de trabalho. Através destes fatos podemos perceber que nem aqui no Brasil e nem em qualquer outro lugar do mundo, os nossos representantes políticos não atuam com seriedade sobre aquilo que deveriam .

É por isso que a corrupção não diminui, que a impunidade só aumenta, que a vida da população não consegue passar por uma mudança positiva a ponto de se criar credibilidade sobre o voto que nós mesmo inserimos nas urnas.

É incrível notar que quando alguém quer polemizar alguma coisa, basta usar referências religiosas para isso, embora essa fórmula já seja antiga. Pelo que pude perceber esse dito senador não é lá muito expressivo entre os seus, então talvez esta tenha sido a melhor forma de se expor.

Que Deus não nos escute, pois no final de tudo as pessoas acabam sempre culpando-o por atos que praticam em seu nome, mas convenhamos... É Deus quem coloca a arma na mão do homem ? Ou ainda, é Deus quem destrói a vida das famílias ? Há quem diga que este é o demônio, mas no meu ponto de vista tanto um quanto o outro nesse momento só servem para serem usados como desculpas para aquilo que as pessoas não tem coragem de assumir.

Temos que lidar com a impunidade, com a falta de caráter, com a corrupção, com latrocínios, crimes absurdamente horrendos que se apoiam em legislações falhas ou mesmo favorecedoras, para que um bossal resolva impetrar um processo contra Deus.

Fico pensando em como ele não processou a Deus como o principal réu e os outros membros da Santíssima Trindade como cumplices.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Mais de Mim

Mesmo que o dia esteja bom, as lágrimas parecem correr sobre o meu rosto. Queimam-me a face e me fazem lembrar o quanto eu posso estar sozinho numa caminhada que deveria ser feita por dois. Sinto muitas vezes o peso das cobranças que faço sobre a forma da responsabilidade que assumo ao fazê-las, mas me abandono a este sentimento que conduz a minha vida, distorce a realidade, mas me fazer sentir bem por alguns minutos.


Queria que a claridade que rodeia esse sentimento tão grande, ilumiasse os pensamentos daquele que busco como alicerce de algo que não sei se podes ser forte para suportar. Fico como se estivesse andando em círculos esperando por algo que no fundo eu sei que não vai chegar e que vai me afogar em mais lágrimas e me consumir em uma angústia suprema que não vai me levar a lugar nenhum.


Eram nos teus olhos que eu queria enxergar essa luz brilhante que deveria nos rodear. Eram nos teus olhos que eu queria ver o quanto sou importante acima de todas as coisas que o dia a dia te mostra e que a cada uma delas você insiste em priorizar, me deixando a ver navios nos momentos que mais preciso do teu colo. Eu nem sei se mereço esse colo ou se ele me merece, mas a verdade é que parece que tudo vai se desfazendo aos poucos, olhando para um lado e para o outro vejo que na melhor das hipóteses não se desfaz, mas também não se constrói.


Não é a vivência do amor eterno que me contagia desta baixa auto estima, mas sim a insegurança do contemporâneo. A nostalgia de poder ter feito melhor antes para que agora tudo não ficasse tão restrito a melancolia que pretende me dominar. Não é o fim, pois nenhum autor com a minha personalidade teria a frieza para escrevê-lo sem por o ponto final e muitas coisas, inclusive a mim mesmo. Mas já se passa do estágio inicial aonde as flores tem um aroma de jardim de primavera e não do meu próprio funeral.


Vivo cada dia intensamente, tentando não pensar de o amanhã valerá a pena nesse contexto por vezes pueril outras senil. Observo os passos tentando conter cada gota dessas lágrimas que ainda me queimam, mas que não consigo fazer com que sequem sem secar também meu coração.

sábado, 8 de setembro de 2007

Vencedor e Perdedor

Já recebi esse texto há algum tempo, mas acho que ele se encaixa em tanta coisa que vivemos hoje em dia que resolvi publicar. Seja na vida amorosa, política, familiar, sempre acabamos tendo uma visão distorcida do que realmente somos, nos achando com direito de dar lições de moral e aulas de vida para todo mundo.

1 - Quando um vencedor comete um erro, diz: " Eu errei!"

Quando um perdedor comete um erro, diz: " Não foi culpa minha."

2 - Um vencedor trabalha duro e tem mais tempo.

Um perdedor está sempre "muito ocupado" para fazer o que é necessário.

3 - Um vencedor enfrenta e supera o problema.

Um perdedor dá voltas e nunca consegue resolvê-lo.

4 - Um vencedor se compromete.

Um perdedor faz promessas, mas nunca cumpre.

5 - Um vencedor diz: "Eu sou bom, porém não tão bom como gostaria de ser".

Um perdedor diz: "Eu não sou tão ruim com tantos outros."

6 - Um vencedor escuta, compreende e responde.

Um perdedor somente espera uma oportunidade para falar.

7 - Um vencedor estende sua mão para ajudar.

Um perdedor encolhe sua mão e fecha seus olhos para seu próximo.

8 - Um vencedor respeita aqueles que são superiores a ele e trata de aprender algo com eles.

Um perdedor resiste aqueles que são superiores a ele e trata de encontrar seus defeitos.

9 - Um vencedor se sente responsável por algo mais que somente o seu trabalho.

Um perdedor não colabora e sempre diz: "Eu somente faço o meu trabalho."

10 -Um vencedor diz: "Deve haver melhor forma de faze-lo..."

Um perdedor diz: " Esta é a maneira que sempre fizemos".

11 -Um vencedor muda seu comportamento.

Um perdedor diz: Eu nasci assim, vou morrer assim, todos que me aceitem como sou.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Lula e PT: Muitos Erros Pra Contar

Quarta-feira é o dia do esclarecimento. Toda semana, no mesmo dia fico esperando começar “As Meninas do Jô”, com todo aquele papo sem “politiquês”. A situação política do país, os incidentes históricos são colocados de forma resumida, objetiva e clara. Seria mais interessante ainda colocar os políticos nessa roda e fazer com que eles respondam as perguntas dessas divas do jornalismo nacional.

Enfim parece que o Senado está se movimentando. Aprovada por 10x4 a abertura do processo que vai julgar o Renan Boiadeiro por quebra de decoro parlamentar, possibilitando a sua cassação após discursos eufóricos, tanto dos defensores do nosso pecuarista, quanto daqueles que queriam a sua cabeça na bandeja.

É claro que a opinião pública, motivada pelas matérias da Veja, do Jornal Nacional e tantos outros meios de informação, prevaleceu nesse momento. Afinal com o voto aberto qual deles seria besta de votar a favor de Renan? Estes senadores estão longe de serem santos, mas com a pressão política exercida pelas revelações realizadas em toda a imprensa, fica difícil não ter que mostrar serviço.

Pelo que entendi, segundo a explicação da minha querida e admirada Lúcia Hipólitto o Senado, também conhecido como “Casa Alta”, tem a função de validar, sejam as indicações do executivo para cargos como embaixadores, ministros, presidente do banco central, seja a realização da análise das leis elaboradas pela Câmara dos Deputados. Ocorre que nunca houve uma responsabilidade muito grande no que tange às aprovações do executivo, até porque na minha humilde opinião, eles não tem como sabatinar ninguém porque eles mesmos não tem noção da responsabilidade do cargo que ocupam.

Não posso negar que somente a aprovação desse processo já me deu certo ânimo quanto ao senso de justiça que pode ser aplicado a este infeliz. Mas o que ainda me choca é que pesam mais duas acusações confirmadas e uma terceira que apareceu e já está sendo apurada. E ele ainda quer continuar presidindo a casa legislativa que tem maior peso nas decisões do Estado ?

Caso ele seja cassado nessa primeira acusação, os outros processos serão arquivados, pois ele não poderia ser cassado duas vezes, contudo eles podem correr sob outras instâncias.

Enquanto isso, o Presidente do Brasil se dispõe a tecer comentários que banalizam a crise do seu governo na assembléia realizada pelo PT. Considerando “erros” todas as acusações de corrupção, seja ativa ou passiva realizada por membros da sua equipe de governo direta e pelos seus companheiros de partido presentes na bancada governista. Ora, erro? Quer dizer que agora roubar, corromper, distorcer a máquina pública à seu bel prazer é apenas um erro? Caixa dois não é mais crime se for praticado pelos membros do PT? São essas boçalidades que os brasileiros que ainda apóiam esse governo caótico não querem enxergar.

Em cima de toda essa crise ainda surge a expansão do programa bolsa família para os menores entre 15 e 17 anos que estejam na escola. Mais um monte de gente ganhando dinheiro sem trabalhar, vivendo à custa dos impostos que a classe média se vê extorquida. Tudo isso motivado por um discurso populista com intuito de promover as eleições do candidato do governo daqui a três anos e meio aonde essas crianças já terão passado dos 16 anos e poderão votar no continuísmo dessa corrupção toda.

Como se fosse pouco, ainda se cogita a possibilidade de montar uma assembléia constituinte estritamente para uma reforma política na constituição, que vai rever cláusulas pétrias como, por exemplo, um terceiro mandato para o presidente (ai que medo de virar uma Venezuela), o fim do Senado tornando o governo unicamaral, entre outras coisas. Enquanto na realidade o que nós precisamos de forma mais urgente é uma reforma tributária, para gerar mais empregos e melhores salários. Uma política econômica que não ficasse restrita ao controle da taxa de juros para manter a inflação baixa. Inflação esta que está baixa estatisticamente, mas que no bolso do trabalhador continuar influenciando aos valores de tudo que compõe a sua vida desde alimento até transporte.

Enquanto isso paramos de falar do caos aéreo, das condenações do STF na semana passada, do acidente de trem no Rio de Janeiro, da invasão do Morro do Macaco, na Tijuca (RJ), do homem que morreu de enfarte após ser diagnosticado com asma, da moça que morreu grávida por falta de atendimento não conseguiu ter o filho... Enfim, são tantos assuntos negativos que permeiam a história desse governo que continuar a fingir que está bem na foto, que nem mais 15 Maracanãs de vaias conscientizariam a estes imbecis que a coisa não está tão boa quanto se pensa.

Enfim, vamos ver o que Senado ainda vai aprontar.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

7 - O Musical (Excelente !!!!)


"Em um Rio de Janeiro encantado, era uma vez sete mulheres. Uma delas, Amélia, se vê trocada por uma moça mais nova e mais bela. Aconselhada por sua madrinha, ela recorre a uma cartomante, que promete trazer de volta a pessoa amada em sete dias. Para tanto, seria preciso cumprir sete tarefas. A última: arrancar o coração do peito de um jovem virgem." (Debora Ghivelder, 29/08/2007 - Veja Rio)

Esse é o enredo do musical que pude assistir no último domingo,no Teatro João Caetano, aqui no Rio de Janeiro. A produção é de Charles Möeler e Cláudio Botelho, com música de Ed Motta. No elenco estão Rogéria, Zezé Motta, Ida Gomes, Alessandra Verney, Gotsha, Eliana Pittman, Alessandra Maestrini entre outros. É um musical com elenco essencialmente feminino, os homens apenas atuam como coadjuvantes sem perder a sua importância.

A protagonista da peça fica por conta do excelente trabalho de Alessandra Maestrini. Ela vive Amélia, a mulher abandonada. O elenco é perfeitamente afinado,o que é melhor é que não é a primeira vez que Zezé Motta, Rogéria e Gotsha cantam nos palcos, isso facilita muito as coisas. Na realidade a peça não conta com mocinhos e nem bandidos, as partes se misturam de uma forma que somente alinham ainda mais a divisão tênue entre o amor e ódio.

O roteiro cria um parelelismo entre a história de Amélia e da Branca de neve. Aonde a Amélia passa por quase todas as personalidades dos personagens da história. Mas quem pensa que está indo assistir uma versão adulta do conto infantil, está absurdamente enganado.

O texto é muito bem elaborado e o roteiro possui o continuísmo perfeito, mesmo quando vai ao passado e retorna ao contemporâneo, contudo a música entedia. Eu sou fã do estilo: musical, seja no teatro, seja no cinema, mas nesse espetáculo parece que a música não contribui muito para contar a história, chega a ser meio que um fundo musical, como o de uma novela (aonde se você trocar uma música romântica, por outra romântica numa cena de amor, não vai haver grande diferença). Torno a dizer, as atrizes estão perfeitas nas suas interpretações e as cantam as suas canções afinadamente, contudo o problema parece estar nas letras."

O figurino está perfeito e a cenografia no estilo gótico/dark estão excelentes. As atuações impecáveis e a história ainda tem um desfecho surpreendente (entregue nas mãos da veterana Ida Gomes que fez muito bonito durante os dois atos do musical). Fiquei muito satisfeito com o resultado ainda mais para uma produção brasileira aonde o estilo não é muito valorizado. Mas no caso de "7 - O Musical" funcionaria melhor ainda se não fosse um musical. Talvez a dupla Cláudio Botelho (letras) e Ed Motta (música) não tenha alcançado a química perfeita para o espetáculo.

Altamente recomendado para os amigos de plantão

Vou encerrar com a frase de Möeller sobre a visão dele da peça que eu achei que cabe realmente com a perspectiva do espetáculo:" O que levou a rainha má ao extremo de pedir o coração da Branca de Neve?", acrescento ainda: Inveja? Loucura? Insegurança?

Assista ao musical e tire suas próprias conclusões.

sábado, 1 de setembro de 2007

Minha Nostalgia com a Nega.

Que já teve a oportunidade de ouvir o novo CD da Luciana Mello, com certeza vai entender bem o que eu quero dizer nesse post. Há tempos curto esta cantora, mas com certeza "Nega", seu último lançamento é o manjar da música atual.

É possível encontrar o talento dela em todas as faixas e até mesmo a regravação de "Only You" ganhou um novo sentido na voz melodiosa e aveludada dessa intérprete.

Sempre admirei os artistas pela sua versatilidade e capacidade de inovar e isso é encontrado facilmente no trabalho de Luciana. Não se pode dizer que ela evoluiu, mas sim que "versatilizou", pois acredito que não há o que evoluir numa voz tão gostosa e simples. É algo que se pode ouvir repetidamente, desde a época de "Assim Que Se Faz" que teve até mesmo versões remix tocando na balada carioca.

Nesse álbum novo ela mostra as suas qualidades quando vai do Jazz ao samba com um timbre naturalmente suave, sem perder o balanço que estes estilos merecem. As músicas transmitem uma elegância sutil, pronto pra escutar num jantar com amigos ou numa festa zueira.

Realmente não dá pra perder: "Na veia da nega corre o sangue bom do bem..." e em todas as faixas que compõe esse álbum, mas pra mim "Rosas e Mel" transmite uma paz muito grande falando de amor e do que podemos fazer pelas pessoas, sem a necessidade esperar algo em troca. Diferente do que vivemos hoje em dia, aonde as pessoas sempre esperam que algo em troca por um simples toque carinhoso ou uma palavra mais doce.

Ouvindo o CD, senti um clima meio nostálgico, aquela lembrança de quando se amava tão espontaneamente sem precisar esperar nada. Era uma época aonde éramos surpreendidos com declarações de amor, com sentimentos tão visíveis que a segurança de um grande amor parecia inabalável. Hoje quando olhamos a nossa volta, na grande maioria, temos o ressecamento desses momentos, aonde as pessoas não se sentem a vontade de declarar o seu próprio amor e pior, ainda não sabem como receber palavras de carinho a seu próprio respeito.

Talvez o mundo não seja realmente mais dos românticos, ou dos amigos verdadeiros, ou dos sentimentos explícitos. Seja uma fase de egoísmo, egocentrismos e todos os "egos" e seus sufixos. As lágrimas que muitas vezes demonstravam a verdade nos olhos, hoje só servem para comover e demover idéias com as quais não se concorde. É muito difícil sentir o complemento porque as pessoas não estão tão dispostas a completar as outras como gostariam de ser completadas.

As coisas mudam, mas uma única coisa continua no seu mesmo lugar: a solidão. Esta é fixa, querendo ou não vamos passar por momentos que sugiram pequenas sensações desse dado etéreo, em outros momentos vamos sentí-la propriamente dita. Mas o pior é que o aprendizado não surge mesmo diante do que vivemos, do que precisamos.

Particularmente, apesar dessa mencionada nostalgia e de uma certa "deprê", acho que ouvir essas músicas me fazem valorizar o que já tive de melhor, o que pude, posso, e vou oferecer a quem quiser me receber como tal parceiro de caminhos concretos para a felicidade. Sem parece com a estrada dos tijolos amarelos da Doroty (rs).

Encerrando ouvindo: "Igual Ao Teu Beijo”

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Quem Matou a Taís?

Mais um daqueles finais de novela repetitivos. Quem não se lembra da pergunta que o país tentava responder? "Quem matou Odete Roitman?" da Rainha da Sucata. Esses finais parecem se repetir, mas sempre ativa a curiosidade do povo para uma questão nada mais que fútil, mas que está presa à magia da televisão e o quanto ela nos cativa. Parece que é a fórmula de sucesso de quase todas as novelas de quase todas as emissoras, mata-se um personagem principal para aumenta o ibope com a curiosidade do povo. Eram os dois assuntos da sala de aula hoje na faculdade, quem iria matar a Taís e o jogo do flamengo de ontem.

Enquanto eu divagava com o professor que defendia as taxas de juros altas para manutenção de uma inflação baixa, se esquecendo apenas que o desemprego também está em alta, paralelo ao juros. O melhor de tudo foi ouvir que se toda a classe C conseguir comprar carro, vamos congestionar a indústria de automóveis, é esse tipo de pensamento elitista que faz com que as pessoas acreditem que não são nada para a sociedade atual. É claro que um pai de família precisa fazer escolhas, mas convenhamos sempre damos uma apertada no orçamento quando o assunto é conforto e entretenimento.

Vejo o governo levantar a bola de que criou não sei quantos mil empregos, contudo o que foi criado foram empregos de baixa renda. Na realidade algumas pessoas estão formalizando a economia informal, mas não está se criando empregos de nivel intermediário ou administrativo. É um governo hipócrita, aonde o Ministro da Previdência diz numa entrevista na TV JB que os prazos de agendamento dos postos do INSS cairão para 45 dias, como se isso fosse um prazo viável, como se a base de funcionários do INSS fosse sub-dimensionada, mas na realidade o que vemos é a inércia da máquina pública aliada a uma má gestão que não está preocupada com resultados e nem satisfação do pagador de impostos.

Continuamos presos a essa ineficiência dos braços das autarquias que não cumprem com as suas responsabilidade. Atualmente ninguém cobra inovação dessas, mas espera que pelo menos façam aquilo para o que foram criadas.

Para cobrir os débitos da previdência o Presidente Luis Inácio Bossal da Silva tenta bolar leis para reduzir os pagamentos daqueles que contribuíram integralmente. Seja a mulher solteira e sem filhos que teria a sua pensão cortada em 50%, seja a infeliz que ficou viúva e não vai ter mais direito a pensão do marido (pergunta-se: quem vai ficar com o dinheiro que o marido contribuiu durante anos, tirando da família para alimentar o INSS?) Chega a ser ridículo pensar que vamos tirar de quem pagou anos para alimentar o rombo criado pela falta de auditoria de um órgão que lida com o dinheiro do trabalhador há anos.

Enquanto isso, na sala de justiça, tem um monte de gente recebendo todos esses bonus: Cheque cidadão, bolsa família, bolsa escola, para ficar em casa coçando. Noutro dia cheguei a ver um cidadão que tinha acabado de sacar seu bolsa família numa casa lotérica se dirigindo ao Maracanã para comprar entrada de jogos. Porque não fazer isso com o seguro desemprego também ? Se o governo está criando tantos empregos quanto diz que está, pra que tantos benefícios ? Esses benefícios não são auditados ? Esses infelizes vão receber esse benefício vitaliciamente ? Eu estou pagando CPMF para que essas pessoas sejam sustentadas ?

Concordo que a renda da população está mal distribuída e com todo aquele discurso que um dia o PT, com o Lula a sua frente fez e que mesmo no poder não resolveu nada, mas convenhamos são tantos projetos pra ajudar aos menos favorecidos que atualmente tá sendo mais vantajoso ficar nessa linha da pobreza que todo mundo tanto enuncia. Não faço nada e ainda cobro taxa por quantidade de filhos gerados.

É sabido que os ricos ficaram mais ricos, a classe A que concentra os grandes investidores lucram com os juros altos imputados pelo governo, a Classe B com a queda do Dolar tá se achando classe A-, a classe C perdeu o pouco que tinha com o achatamento do mercado e com a quantidade de impostos pagos sem ganhar o que a classe A e B ganham e as classes D e E receberam mais meio quilo de carne de segunda, um mais um pãozinho francês dormido e está se sentindo privilegiada e assim vamos... ainda mais porque daqui a pouco o caju entra na cesta básica.

O povo aceita ser enganado por meio quilo de acém, só pra comer pensando que é picanha, mas não para pra pensar que as coisas não mudaram nada. O litro de leite que há um ano custava em torno de R$ 1,50, hoje está custando algo na casa dos R$ 2,20, ou seja, algo em torno de 46% de aumento. Será que ninguém enxerga isso ? Será que somente poucos conseguem fazer contas? Ou o leite ficou tão caro que as pessoas pararam de olhar pra ele ?

Eu concordo que política e economia não são assuntos fáceis de serem compreendidos, mas a percepção de quando estamos sendo roubados é nítida, objetiva, rápida e dolorosa. Podemos perceber nos supermercados os preços estão sempre instáveis, dificilmente algum ítem de uso contínuo está o mesmo preço diariamente.

Mas a pergunta que não quer calar é: "Quem matou a Taís Grimaldi?"

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Caju do Lula

É incrível ainda que com tudo que acontece a nossa volta nesse país, o governo Lula ainda tenha 61% de aceitação do povo. Temos observados os absurdos dos mensalões, o caso Renan, sem contar as tantas outras tramóias que esse governo se envolveu. É o cúmulo que o povo ainda acredite que ele, o Lula, não tenha culpa de nada.

"Vivemos um momento aonde até a mentira já não é mais respeitada, pois a verdade já não é há muito tempo.", esta frase mencionada sabiamente pela Lucia Híppólito reflete muito das crenças que os nosso políticos tem na suas miraculosas estórias que sinceramente nem mesmo a carochinha daria conta de tanta criatividade.

Enquanto os 40 bandidos julgados pelo mensalão estavam passando por um processo público e o Presidente do Senada manipula a máquina administrativa para lhe favorecer com a decisão de que a votação na câmara sobre o seu caso, já apelidado de Renangate, seja secreta, o nosso presidente pensa no caju. Sim o caju do Nordeste. E em mais um dos seus sábios discursos, comenta que conhecendo o valor nutritivo desta fruta não entende porque ela ainda não virou alimento. Como assim ? Caju é fruta, pelo que me consta. Se fruta não é alimento, é o que ? Um bibelot ?

São tantos absurdos que fica difícil comentar em um post só, mas ainda querer aceitar Duda Mendonça sendo convidado a dar uma palestra em uma universidade particular de São Paulo, é um absurdo para a faculdade que se prestou a esse papel, para ele que como marketeiro deveria saber que este é um momento de retirada estratégica, para o país por esse infeliz ainda não estar preso. E ainda por cima chamar de mal educados aos estudantes que se levantaram e vaiaram a sua presença ditando palavras de revolta chamando-o de mensaleiro, de petista corrupto. A única coisa que ainda me deixou indignado foi que essa reação foi só de uma parte dos estudantes, ainda houveram um bando de alienados sentados assistindo ao que esse infeliz tinha a dizer.

Ainda como incremento das tiradas do nosso presidente cachaceiro surge uma piada que veio através da entrevista concedida ao Estadão, se não me engano, aonde ele diz que quando terminar o mandato não vai pra França estudar, prefere assar coelhos, numa indireta ao professor FHC que já ocupou a mesma cadeira de forma mais polida. Convenhamos, esse discurso de que cheguei aonde cheguei mesmo sendo ignorante deveria ser motivo para impeachment. O que ele quer fazer na França se mal conseguiu fazer o ginásio ?

Tudo vai de mal a pior e o povo ainda acha que isso está bom.

Pra onde vamos eu não sei, mas sei pra onde ele vai... Sentar no colo do Fidel e ficar fazendo trancinhas na barba daquele ditador desgraçado.

Não percam a oportunidade de visitar o blog da Lucia Hippólito, o link está ao lado.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ela é a poderosa


Uma patricinha rebelde da cidade grande é levada para o interior para se submeter as regras de uma avó dominadora que já havia afastado a própria filha por causa das suas regras de conviência. Neste ínterim as relações são desvendadas e situações descobertas na tentativa de dar um gás ao roteiro, porém a disposição dos fatos não empolga. Os valores morais, como sexo antes do casamento, pedofilia, são altamente questionados no filme com o intuito de direcionar o espectador a ficar completamente perdido entre o que é verdade e mentira da história toda. A mãe da jovem conta com casamento aparentemente feliz, mas que vai acabar se tornando o pivô de todos questionamentos das relações entre as mães e as filhas.

O filme é bastante cansativo, pouco se identifica do que os traillers e o próprio cartaz se propõem. Todos os traillers do cinema sobre esse filme, remetem a uma comédia cujo nome original é “Geórgia Rulles”, tentam até mesmo criar uma relação com “A Sogra”, tendo em vista que os dois tem a mesma protagonista: Jane Fonda, apesar de nesse filme ela ficar um pouco de lado. Contudo, “Ela é a Poderosa” é um drama suave, com alguma dose bom humor.

O elenco conta ainda com Felicity Huffman (Desperate Housewives) e Lindsay Lohan (a nova drogadinha da américa). A história é mau aproveitada, conta com várias cenas quase paradas e proporciona um certo sono, principalmente se você espera grandes atuações.

Não há muito o que comentar sobre ele, somente que é uma decepção atrás da outra, depois das grandes atuações tanto de Jane Fonda em “A Sogra”, quanto de Felicity Huffman em “Transamérica”. Poderia ser melhor se não fosse Lindsay interpretando ela mesma na tela do cinema no que diz respeito ao comportamento.