Mais um passo e tudo parece ir bem. Tantas pessoas a minha volta que me sinto até acolhido por elas como se fosse um recém nascido. Tudo que se precisa para estar bem é sentir o calor sincero de quem se ama e a quem se mantém recíproco esse amor.Enquanto se caminha, há muito que ver, sentir, decidir... sobre pessoas, si mesmo, situações, sobre vivências trancadas no fundo de um baú que se quer esconder, enfim tantas decisões que nos colocam contra a parede com escolhas injustas. Resta sentar, olhar pra frente, respirar fundo, levantar a cabeça e sair escolhendo, decidindo, refletindo o mínimo possível, tentanto ser prático e objetivo, pois em alguns momentos o pragmatismo pode interferir de uma forma que não se consiga levantar o pé para o próximo passo.
Foi assim que me senti e ainda me sinto a cada nova jornada. Seja ela emocional, seja profissional, seja pessoal, enfim. O momento é de não pensar muito, é de viver. Afinal de contas temos tão pouco tempo para salvar a nós mesmos dos erros que comentemos ou cometeremos que é melhor cometê-los logo e termos tempo para consertá-los e aprendê-los.
Já se viu muita coisa nesse sentido: são olhos tristes que nos convencem, olhos marejados que nos comovem, atitudes altruístas que nos emocionam, palavras de ordem que nos conduzem, que em alguns momentos, diante de cada força que cada ação dessa representa, tinha por trás de si um visgo de falsidade e intenção de controle, por vezes sútil, por outras não.
O lance agora é curtir, é errar, é correr atrás para consertar e se sentir completo por ter tudo isso e no final (se houver final) ainda encontrar aquele aconchego dos amigos que sempre estiveram lá, mesmo quando você não estava. Ainda quando você se via envolvido em outras atenções e os amigos continuavam lá compreensivos com o seu novo momento, sem cobranças. Quando você parecia trocar essa amizade por um novo objetivo e os verdadeiros amigos estavam lá. Enfim, é bom ser o "filho pródigo", mas não por voltar com arrependimento nos ombros, este não existe, mas por ser recebido tão bem como se nunca tivesse partido.
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