sábado, 1 de setembro de 2007

Minha Nostalgia com a Nega.

Que já teve a oportunidade de ouvir o novo CD da Luciana Mello, com certeza vai entender bem o que eu quero dizer nesse post. Há tempos curto esta cantora, mas com certeza "Nega", seu último lançamento é o manjar da música atual.

É possível encontrar o talento dela em todas as faixas e até mesmo a regravação de "Only You" ganhou um novo sentido na voz melodiosa e aveludada dessa intérprete.

Sempre admirei os artistas pela sua versatilidade e capacidade de inovar e isso é encontrado facilmente no trabalho de Luciana. Não se pode dizer que ela evoluiu, mas sim que "versatilizou", pois acredito que não há o que evoluir numa voz tão gostosa e simples. É algo que se pode ouvir repetidamente, desde a época de "Assim Que Se Faz" que teve até mesmo versões remix tocando na balada carioca.

Nesse álbum novo ela mostra as suas qualidades quando vai do Jazz ao samba com um timbre naturalmente suave, sem perder o balanço que estes estilos merecem. As músicas transmitem uma elegância sutil, pronto pra escutar num jantar com amigos ou numa festa zueira.

Realmente não dá pra perder: "Na veia da nega corre o sangue bom do bem..." e em todas as faixas que compõe esse álbum, mas pra mim "Rosas e Mel" transmite uma paz muito grande falando de amor e do que podemos fazer pelas pessoas, sem a necessidade esperar algo em troca. Diferente do que vivemos hoje em dia, aonde as pessoas sempre esperam que algo em troca por um simples toque carinhoso ou uma palavra mais doce.

Ouvindo o CD, senti um clima meio nostálgico, aquela lembrança de quando se amava tão espontaneamente sem precisar esperar nada. Era uma época aonde éramos surpreendidos com declarações de amor, com sentimentos tão visíveis que a segurança de um grande amor parecia inabalável. Hoje quando olhamos a nossa volta, na grande maioria, temos o ressecamento desses momentos, aonde as pessoas não se sentem a vontade de declarar o seu próprio amor e pior, ainda não sabem como receber palavras de carinho a seu próprio respeito.

Talvez o mundo não seja realmente mais dos românticos, ou dos amigos verdadeiros, ou dos sentimentos explícitos. Seja uma fase de egoísmo, egocentrismos e todos os "egos" e seus sufixos. As lágrimas que muitas vezes demonstravam a verdade nos olhos, hoje só servem para comover e demover idéias com as quais não se concorde. É muito difícil sentir o complemento porque as pessoas não estão tão dispostas a completar as outras como gostariam de ser completadas.

As coisas mudam, mas uma única coisa continua no seu mesmo lugar: a solidão. Esta é fixa, querendo ou não vamos passar por momentos que sugiram pequenas sensações desse dado etéreo, em outros momentos vamos sentí-la propriamente dita. Mas o pior é que o aprendizado não surge mesmo diante do que vivemos, do que precisamos.

Particularmente, apesar dessa mencionada nostalgia e de uma certa "deprê", acho que ouvir essas músicas me fazem valorizar o que já tive de melhor, o que pude, posso, e vou oferecer a quem quiser me receber como tal parceiro de caminhos concretos para a felicidade. Sem parece com a estrada dos tijolos amarelos da Doroty (rs).

Encerrando ouvindo: "Igual Ao Teu Beijo”

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Quem Matou a Taís?

Mais um daqueles finais de novela repetitivos. Quem não se lembra da pergunta que o país tentava responder? "Quem matou Odete Roitman?" da Rainha da Sucata. Esses finais parecem se repetir, mas sempre ativa a curiosidade do povo para uma questão nada mais que fútil, mas que está presa à magia da televisão e o quanto ela nos cativa. Parece que é a fórmula de sucesso de quase todas as novelas de quase todas as emissoras, mata-se um personagem principal para aumenta o ibope com a curiosidade do povo. Eram os dois assuntos da sala de aula hoje na faculdade, quem iria matar a Taís e o jogo do flamengo de ontem.

Enquanto eu divagava com o professor que defendia as taxas de juros altas para manutenção de uma inflação baixa, se esquecendo apenas que o desemprego também está em alta, paralelo ao juros. O melhor de tudo foi ouvir que se toda a classe C conseguir comprar carro, vamos congestionar a indústria de automóveis, é esse tipo de pensamento elitista que faz com que as pessoas acreditem que não são nada para a sociedade atual. É claro que um pai de família precisa fazer escolhas, mas convenhamos sempre damos uma apertada no orçamento quando o assunto é conforto e entretenimento.

Vejo o governo levantar a bola de que criou não sei quantos mil empregos, contudo o que foi criado foram empregos de baixa renda. Na realidade algumas pessoas estão formalizando a economia informal, mas não está se criando empregos de nivel intermediário ou administrativo. É um governo hipócrita, aonde o Ministro da Previdência diz numa entrevista na TV JB que os prazos de agendamento dos postos do INSS cairão para 45 dias, como se isso fosse um prazo viável, como se a base de funcionários do INSS fosse sub-dimensionada, mas na realidade o que vemos é a inércia da máquina pública aliada a uma má gestão que não está preocupada com resultados e nem satisfação do pagador de impostos.

Continuamos presos a essa ineficiência dos braços das autarquias que não cumprem com as suas responsabilidade. Atualmente ninguém cobra inovação dessas, mas espera que pelo menos façam aquilo para o que foram criadas.

Para cobrir os débitos da previdência o Presidente Luis Inácio Bossal da Silva tenta bolar leis para reduzir os pagamentos daqueles que contribuíram integralmente. Seja a mulher solteira e sem filhos que teria a sua pensão cortada em 50%, seja a infeliz que ficou viúva e não vai ter mais direito a pensão do marido (pergunta-se: quem vai ficar com o dinheiro que o marido contribuiu durante anos, tirando da família para alimentar o INSS?) Chega a ser ridículo pensar que vamos tirar de quem pagou anos para alimentar o rombo criado pela falta de auditoria de um órgão que lida com o dinheiro do trabalhador há anos.

Enquanto isso, na sala de justiça, tem um monte de gente recebendo todos esses bonus: Cheque cidadão, bolsa família, bolsa escola, para ficar em casa coçando. Noutro dia cheguei a ver um cidadão que tinha acabado de sacar seu bolsa família numa casa lotérica se dirigindo ao Maracanã para comprar entrada de jogos. Porque não fazer isso com o seguro desemprego também ? Se o governo está criando tantos empregos quanto diz que está, pra que tantos benefícios ? Esses benefícios não são auditados ? Esses infelizes vão receber esse benefício vitaliciamente ? Eu estou pagando CPMF para que essas pessoas sejam sustentadas ?

Concordo que a renda da população está mal distribuída e com todo aquele discurso que um dia o PT, com o Lula a sua frente fez e que mesmo no poder não resolveu nada, mas convenhamos são tantos projetos pra ajudar aos menos favorecidos que atualmente tá sendo mais vantajoso ficar nessa linha da pobreza que todo mundo tanto enuncia. Não faço nada e ainda cobro taxa por quantidade de filhos gerados.

É sabido que os ricos ficaram mais ricos, a classe A que concentra os grandes investidores lucram com os juros altos imputados pelo governo, a Classe B com a queda do Dolar tá se achando classe A-, a classe C perdeu o pouco que tinha com o achatamento do mercado e com a quantidade de impostos pagos sem ganhar o que a classe A e B ganham e as classes D e E receberam mais meio quilo de carne de segunda, um mais um pãozinho francês dormido e está se sentindo privilegiada e assim vamos... ainda mais porque daqui a pouco o caju entra na cesta básica.

O povo aceita ser enganado por meio quilo de acém, só pra comer pensando que é picanha, mas não para pra pensar que as coisas não mudaram nada. O litro de leite que há um ano custava em torno de R$ 1,50, hoje está custando algo na casa dos R$ 2,20, ou seja, algo em torno de 46% de aumento. Será que ninguém enxerga isso ? Será que somente poucos conseguem fazer contas? Ou o leite ficou tão caro que as pessoas pararam de olhar pra ele ?

Eu concordo que política e economia não são assuntos fáceis de serem compreendidos, mas a percepção de quando estamos sendo roubados é nítida, objetiva, rápida e dolorosa. Podemos perceber nos supermercados os preços estão sempre instáveis, dificilmente algum ítem de uso contínuo está o mesmo preço diariamente.

Mas a pergunta que não quer calar é: "Quem matou a Taís Grimaldi?"

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Caju do Lula

É incrível ainda que com tudo que acontece a nossa volta nesse país, o governo Lula ainda tenha 61% de aceitação do povo. Temos observados os absurdos dos mensalões, o caso Renan, sem contar as tantas outras tramóias que esse governo se envolveu. É o cúmulo que o povo ainda acredite que ele, o Lula, não tenha culpa de nada.

"Vivemos um momento aonde até a mentira já não é mais respeitada, pois a verdade já não é há muito tempo.", esta frase mencionada sabiamente pela Lucia Híppólito reflete muito das crenças que os nosso políticos tem na suas miraculosas estórias que sinceramente nem mesmo a carochinha daria conta de tanta criatividade.

Enquanto os 40 bandidos julgados pelo mensalão estavam passando por um processo público e o Presidente do Senada manipula a máquina administrativa para lhe favorecer com a decisão de que a votação na câmara sobre o seu caso, já apelidado de Renangate, seja secreta, o nosso presidente pensa no caju. Sim o caju do Nordeste. E em mais um dos seus sábios discursos, comenta que conhecendo o valor nutritivo desta fruta não entende porque ela ainda não virou alimento. Como assim ? Caju é fruta, pelo que me consta. Se fruta não é alimento, é o que ? Um bibelot ?

São tantos absurdos que fica difícil comentar em um post só, mas ainda querer aceitar Duda Mendonça sendo convidado a dar uma palestra em uma universidade particular de São Paulo, é um absurdo para a faculdade que se prestou a esse papel, para ele que como marketeiro deveria saber que este é um momento de retirada estratégica, para o país por esse infeliz ainda não estar preso. E ainda por cima chamar de mal educados aos estudantes que se levantaram e vaiaram a sua presença ditando palavras de revolta chamando-o de mensaleiro, de petista corrupto. A única coisa que ainda me deixou indignado foi que essa reação foi só de uma parte dos estudantes, ainda houveram um bando de alienados sentados assistindo ao que esse infeliz tinha a dizer.

Ainda como incremento das tiradas do nosso presidente cachaceiro surge uma piada que veio através da entrevista concedida ao Estadão, se não me engano, aonde ele diz que quando terminar o mandato não vai pra França estudar, prefere assar coelhos, numa indireta ao professor FHC que já ocupou a mesma cadeira de forma mais polida. Convenhamos, esse discurso de que cheguei aonde cheguei mesmo sendo ignorante deveria ser motivo para impeachment. O que ele quer fazer na França se mal conseguiu fazer o ginásio ?

Tudo vai de mal a pior e o povo ainda acha que isso está bom.

Pra onde vamos eu não sei, mas sei pra onde ele vai... Sentar no colo do Fidel e ficar fazendo trancinhas na barba daquele ditador desgraçado.

Não percam a oportunidade de visitar o blog da Lucia Hippólito, o link está ao lado.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ela é a poderosa


Uma patricinha rebelde da cidade grande é levada para o interior para se submeter as regras de uma avó dominadora que já havia afastado a própria filha por causa das suas regras de conviência. Neste ínterim as relações são desvendadas e situações descobertas na tentativa de dar um gás ao roteiro, porém a disposição dos fatos não empolga. Os valores morais, como sexo antes do casamento, pedofilia, são altamente questionados no filme com o intuito de direcionar o espectador a ficar completamente perdido entre o que é verdade e mentira da história toda. A mãe da jovem conta com casamento aparentemente feliz, mas que vai acabar se tornando o pivô de todos questionamentos das relações entre as mães e as filhas.

O filme é bastante cansativo, pouco se identifica do que os traillers e o próprio cartaz se propõem. Todos os traillers do cinema sobre esse filme, remetem a uma comédia cujo nome original é “Geórgia Rulles”, tentam até mesmo criar uma relação com “A Sogra”, tendo em vista que os dois tem a mesma protagonista: Jane Fonda, apesar de nesse filme ela ficar um pouco de lado. Contudo, “Ela é a Poderosa” é um drama suave, com alguma dose bom humor.

O elenco conta ainda com Felicity Huffman (Desperate Housewives) e Lindsay Lohan (a nova drogadinha da américa). A história é mau aproveitada, conta com várias cenas quase paradas e proporciona um certo sono, principalmente se você espera grandes atuações.

Não há muito o que comentar sobre ele, somente que é uma decepção atrás da outra, depois das grandes atuações tanto de Jane Fonda em “A Sogra”, quanto de Felicity Huffman em “Transamérica”. Poderia ser melhor se não fosse Lindsay interpretando ela mesma na tela do cinema no que diz respeito ao comportamento.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Aos 13...


Seria bom se o final não fosse tão fraco.
É mais um daqueles filmes que tratam da temática adolescente em relação às companias e seus ídolos. Tracy é uma menina tranqüila, ainda com um pouco infantil, justo da sua pré-adolescência, mas identifica em Eve, a menina mais desajustada e popular da escola como uma referência visual que posteriormente vai influenciar até mesmo o seu próprio caráter. Em contra-partida Mel (Holly Hunter), apesar de um passado com envolvimento com drogas é uma mãe consciente que corre atrás dia a dia para sustentar os dois filhos criando-os num ambiente amigável e tranqüilo. Apesar de não serem ricos a imagem é da família que vive o sonho americano.
Aparentemente Mel, apesar de não ser o papel principal do filme parece ser o personagem mais bem elaborado do filme, pois apesar de tudo que acontece no decorrer da história, ela não demonstra arrependimento de ter criado os filhos sem repressões. Contudo Evan Rachel Wood, como Tracy, parece estar vivendo realmente a vida do personagem, suas atitudes remetem realmente a uma pré-adolescente se envolvendo com tantas coisas que lhes fazem amadurecer mais rápido. Há várias conotações no filme que devem ser observadas, mas o roteiro denso demais precisa de maior atenção e pode até emocionar principalmente nos embates entre mãe e filha.

A história é bem dramática e o roteiro bem amarrado, contudo a parte técnica das filmagens com câmeras desfocadas (talvez intencionalmente) e flashes confusos deixam a desejar na produção como um todo.

O que alimenta amizade entre Eve e Tracy é a cumplicidade que ela deixou de ter com a mãe quando se identificou com alguém que ela idealizou com a garota perfeita. Em alguns momentos da trama, tenta-se atribuir a revolta de Tracy com o abandono do pai, mas é tão sutil que chega a ser sem importância para a grandeza do filme.
Merecia um final mais grandioso, algo que não tentasse remeter a realidade, pois as situações são altamente particulares e precisariam de um tratamento adequado dos diálogos para que a última cena não parecesse tão dispensável.

Bem, mas acima de tudo é um filme para os pais assistirem com os filhos ou os filhos assistirem com os pais...
7 seria uma boa nota !

terça-feira, 10 de julho de 2007

Pan do Brasil ???


É engraçado como toda essa propaganda dos Jogos Pan-americanos me deixa irritado. Que história é essa de PAN do Brasil? O PAN é do Rio de Janeiro, não tem porque querer se atribuir todo o trabalho para esse evento a outras cidades que sequer vão passar pelo que os cariocas vão passar, no máximo tiveram aquela tocha passando pela cidade, nada mais.

Ficam as questões: Qual é a cidade que vai ter o seu trânsito transformado num caos por causa das faixas seletivas para a circulação das comitivas? Qual a cidade que vai ficar lotada de turistas fora de época querendo assistir a estes eventos? Qual a cidade cujos moradores vão ter problemas para chegar às suas próprias casas, principalmente se estas forem próximas a algum desses estádios recém criados? Qual a cidade cujos moradores tiveram até mesmo que oferecer moradia para turistas e atletas, pois não há acomodações suficientes nos hotéis?

Chega a ser engraçado ter que ler que o PAN é do Brasil, quando a única cidade sacrificada será o Rio de Janeiro, pois os lucros do comércio e do turismo, como sempre não serão revertidos em benefício dos seus habitantes. Sinceramente não admito essa demagogia toda, se o evento vai ter que existir então é o evento da cidade do Rio de Janeiro e não do Brasil inteiro. Quem não nasceu carioca, lamente e aproveitem a estadia para curtir o circo que foi criado para receber as comissões esportivas e toda a parafernalha construída para isso.

Por que construir um novo estádio, moderníssimo no subúrbio e não casas populares com o mesmo dinheiro e espaço. O esporte tem lá a sua importância para a cultura, mas com certeza o Rio de Janeiro tem outras prioridades às quais os governantes parecem não reconhecer. O Rio que é a capital da beleza está na Zona Sul e Barra da Tijuca (em alguns pontos), o subúrbio continua abandonado há tempos e assim vai continuar sendo pelo jeito. Enquanto se promovem mega-eventos esportivos, a população continua baixando a cabeça para um governo que tem a política do “pão e circo”.

Sinceramente é absurdo perder a prioridade para receber um bando de atletas que vão comer e beber de graça à custa de patrocínios e apoios que deveriam ser revertidos em prol de quem realmente deveria ser mais importante: o povo do Rio de Janeiro. O que é mais incrível é que mesmo que não ganhe medalhas, ou alcancem seus objetivos nada muda vão continuar comendo de graça, passeando como se não estivessem a trabalho.

A população que aceita essa política do “pão e circo”, ainda gasta seu suado (ou não) dinheiro na compra desses ingressos para prestigiar esse mega-espetáculo, cuja renda vai ser revertida para os bolsos de mais uma dúzia de Renan Calheiros da vida. Sinceramente, o PAN é um sinônimo da hipocrisia, demagogia, que vai desviar a nossa atenção (como sempre) dos principais problemas da cidade reforçando o slogan de cidade maravilhosa, mesmo com o Complexo do Alemão em meio a uma operação estratégica das forças policiais e queimando o pavio de uma bomba pronta a explodir a qualquer momento. Mas os estilhaços não vão chegar a VILA do Pan.

O PAN é do Rio sim, quisera não ser, mas é. E ainda temos que piorar a qualidade de vida da hora do rush cedendo uma faixa das principais vias de circulação da cidade para a família do PAN, que eu não faço a menor questão de pertencer às custas de um sacrifício tão grande.

domingo, 8 de julho de 2007

Ventos e Tempestades


Vamos celebrar a vida. Vamos comemorar a nossa existência. Tudo o que pensamos, sentimos, desejamos se reflete no que o destino realiza para a nossa existência. Quase sempre esbarramos em percalços que nos conduzem a descrença, a certo nível de depressão que faz com que comecemos a sentir pena de nós mesmo e nada é mais abominável que isso.

É claro que não estou pregando aquele otimismo idiota e nem o conformismo, mas na transformação das coisas. A partir do momento que conseguimos pensar com mais clareza e sem rancor, conseguimos enxergar os desafios do futuro e nos prepararmos para eles. Lembranças sempre existirão, mas ao invés de servirem como fonte de lamentações que sejam na realidade a experiência viva para que não passemos por tudo novamente.

Precisamos desabafar com freqüência para não explodirmos com tantas coisas que rondam a nossa cabeça, mas temos que ter a sorte de fazer isso com a pessoa certa, para que possamos receber as palavras certas e ao invés de nos sentirmos mal com tudo, consigamos traçar uma direção para se erguer novamente. Poucas atitudes simbolizam o que nós queremos realmente. Valorizar a opinião do próximo. Debater um tema sem que isso gere um desentendimento. Questionar valores sem menosprezá-los. Alimentar esperanças, mas não iludir os esperançosos. Criar sempre formas de crescer física, emocional e mentalmente. Para isso recebemos o dom do raciocínio.

Não adianta pensar que amanhã você pode fazer alguma coisa. Precisamos pensar no porque não podemos fazer agora. Nada de adiar. Nada de apressar. Respeitando o tempo sem “empurrar com a barriga”. Ou seja, cada momento precisa ser vivido como se fosse o último sim, mas sem perder o senso de responsabilidade, sem perder o senso de humanidade e sem perder o senso de respeitabilidade que nos leva a condição de seres humanos. Somos cheios de tantos valores que às vezes esquecemos do quanto somos importantes. Cada um de nós, naquilo que fazemos. Somos peças de um quebra cabeças que precisam sempre se encaixar, mas que nunca completam o brinquedo.

Enfim o momento é de pensarmos no amanha, vivendo o presente usando a experiência do passado. Não somos únicos, mas somos exclusivos naquilo que fazemos, mas é importante saber que ao perceber os valores eles não nos subam à cabeça. Foi importante pra eu acordar e ver que todas essas coisas estavam lá e por sempre me preocupar primeiro com os outros e depois comigo nunca consegui as ver claramente.

É preciso estabelecer um senso de prioridade para tudo que vivemos na vida. O amor deve estar sempre em primeiro lugar, mas nunca pode suplantar o desejo de viver, de crescer, de caminhar sozinho. Não há egoísmo nisso. Há sim, uma perspectiva de vitória, de sabedoria na hora das decisões, de liberdade na hora de sentir e se não houver amor naquele finito momento, uma hora ele surgirá garboso, grandioso, quiçá eterno.

E é por isso que eu peço todas as noites: Que os pensamentos negativos que rondam o meu ser sejam banidos pelos ventos da vitória e que meu coração seja sempre lavado em uma água de uma tempestade de sentimentos para sempre sobreviver a todas as intempéries dos raios e trovões nela contidos.

Somos assim, por vezes incompreensíveis, por vezes crédulos, por vezes tristes, mas só podemos esperar dos outros aquilo que nos podem oferecer, mas esperar da vida que ela complete-nos a todo amanhecer.